Powered by Blucher Proceedings

Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

56º Congresso anual Vol. 56 , num. 1 (2001)


Título

ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS DE UM AÇO CARBONO SUJEITO À CORROSÃO ATMOSFÉRICA

ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS DE UM AÇO CARBONO SUJEITO À CORROSÃO ATMOSFÉRICA

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-C01135

Downloads

0 Downloads

Resumo

O presente trabalho tem por objetivos caracterizar as alterações estruturais de um aço carbono sujeito à corrosão atmosférica, resultando-se em formação das camadas oxidadas polifásicas, e correlacionar estas alterações com determinados poluentes provenientes da fabricação de açúcar na usina Cupim, da região de Campos dos Goytacazes (RJ). Amostras deste material foram selecionadas de estruturas metálicas instaladas em diferentes locais da usina e submetidas a exame metalográfico, ensaios de difração e fluorescência de raios-x e análise térmica diferencial. O condensado aquoso depositado sobre estas estruturas, responsável pela corrosão acelerada do aço carbono, foi coletado e caracterizado por pH, potencial redox e condutividade elétrica. Revelou-se a morfologia não uniforme do ataque corrosivo do metal com a formação de uma camada oxidada de 15 a 285µm da espessura, apresentando grande quantidade de poros e tricas transversais e longitudinais. Mostrou-se a composição polifásica da camada oxidada, constituída basicamente de magnetita (Fe₃O₄), contendo a lepidocrocita (γ-FeOOH) e goetita (α-FeOOH) em menores frações. Os compostos sulfurosos de enxofre não foram revelados por difração de raios-X, embora o enxofre esteja presente na camada em concentração relativamente elevada conforme os espectros de fluorescência. Conclui-se que a corrosão acentuada do aço carbono foi promovida pela alta umidade e teor elevado de SO₂ existentes na atmosfera operacional da usina.

 

O presente trabalho tem por objetivos caracterizar as alterações estruturais de um aço carbono sujeito à corrosão atmosférica, resultando-se em formação das camadas oxidadas polifásicas, e correlacionar estas alterações com determinados poluentes provenientes da fabricação de açúcar na usina Cupim, da região de Campos dos Goytacazes (RJ). Amostras deste material foram selecionadas de estruturas metálicas instaladas em diferentes locais da usina e submetidas a exame metalográfico, ensaios de difração e fluorescência de raios-x e análise térmica diferencial. O condensado aquoso depositado sobre estas estruturas, responsável pela corrosão acelerada do aço carbono, foi coletado e caracterizado por pH, potencial redox e condutividade elétrica. Revelou-se a morfologia não uniforme do ataque corrosivo do metal com a formação de uma camada oxidada de 15 a 285µm da espessura, apresentando grande quantidade de poros e tricas transversais e longitudinais. Mostrou-se a composição polifásica da camada oxidada, constituída basicamente de magnetita (Fe₃O₄), contendo a lepidocrocita (γ-FeOOH) e goetita (α-FeOOH) em menores frações. Os compostos sulfurosos de enxofre não foram revelados por difração de raios-X, embora o enxofre esteja presente na camada em concentração relativamente elevada conforme os espectros de fluorescência. Conclui-se que a corrosão acentuada do aço carbono foi promovida pela alta umidade e teor elevado de SO₂ existentes na atmosfera operacional da usina.

Palavras-chave

aço carbono, corrosão atmosférica, alterações estruturais

aço carbono, corrosão atmosférica, alterações estruturais

Como citar

Bodstein, Helga Stefania Maranhão; Matlakhov, Anatoliy Nikolaevich; Lioudmila. ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS DE UM AÇO CARBONO SUJEITO À CORROSÃO ATMOSFÉRICA, p. 580-590. In: 56º Congresso anual, Belo Horizonte, Brasil, 2001.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C01135