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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

55º Congresso anual Vol. 55 , num. 1 (2000)


Título

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO EM FADIGA DO AÇO 52100 COM DIFERENTES CONDIÇÕES MICROESTRUTURAIS

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO EM FADIGA DO AÇO 52100 COM DIFERENTES CONDIÇÕES MICROESTRUTURAIS

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-C00866

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Resumo

Durante sua utilização, mancais de rolamentos sofrem degradação estrutural resultante dos mecanismos de fadiga por contato que levam à falha superficial por descamação ou ainda à fratura radial de anéis internos e externos de rolamentos. Este trabalho analisa os aspectos mecânicos envolvidos no início, onde as falhas mais catastróficas ocorrem devido à nucleação de trincas. Dados da composição química destes tipos de falhas são fabricados com o aço SAE 52100 temperado e revenido, com têmpera total. Recentemente, tem sido sugerida a utilização do aço SAE 52100 processado por tratamento isotérmico para a obtenção de bainita inferior já que este tipo de estrutura apresenta boa tenacidade e resistência à fadiga. Neste trabalho foram realizadas tratamentos térmicos no simulador termomecânico Gleeble 1500 a fim de estabelecer a relação entre dureza e microestrutura resultante. De posse destes dados, foram confeccionados corpos de prova compact tension para os testes de propagação de trinca por fadiga nas condições martensíticas e bainíticas com dureza superior a 58 HRC. Para avaliar-se a influência do parâmetro de razão de carregamento (R = Kmin/Kmax) nos ensaios de fadiga variou-se este parâmetro de 0,1 a 0,5. Os resultados demonstraram uma melhoria no comportamento em fadiga do aço SAE 52100 com microestrutura bainítica, porém com um R de 0,5, este material apresentou sensível fechamento de martensita na região inicial de fadiga. Observou-se o fenômeno de fechamento de trinca nos testes realizados com R de 0,1 e 0,3, sendo este efeito mais pronunciado no menor valor de R.

 

Durante sua utilização, mancais de rolamentos sofrem degradação estrutural resultante dos mecanismos de fadiga por contato que levam à falha superficial por descamação ou ainda à fratura radial de anéis internos e externos de rolamentos. Este trabalho analisa os aspectos mecânicos envolvidos no início, onde as falhas mais catastróficas ocorrem devido à nucleação de trincas. Dados da composição química destes tipos de falhas são fabricados com o aço SAE 52100 temperado e revenido, com têmpera total. Recentemente, tem sido sugerida a utilização do aço SAE 52100 processado por tratamento isotérmico para a obtenção de bainita inferior já que este tipo de estrutura apresenta boa tenacidade e resistência à fadiga. Neste trabalho foram realizadas tratamentos térmicos no simulador termomecânico Gleeble 1500 a fim de estabelecer a relação entre dureza e microestrutura resultante. De posse destes dados, foram confeccionados corpos de prova compact tension para os testes de propagação de trinca por fadiga nas condições martensíticas e bainíticas com dureza superior a 58 HRC. Para avaliar-se a influência do parâmetro de razão de carregamento (R = Kmin/Kmax) nos ensaios de fadiga variou-se este parâmetro de 0,1 a 0,5. Os resultados demonstraram uma melhoria no comportamento em fadiga do aço SAE 52100 com microestrutura bainítica, porém com um R de 0,5, este material apresentou sensível fechamento de martensita na região inicial de fadiga. Observou-se o fenômeno de fechamento de trinca nos testes realizados com R de 0,1 e 0,3, sendo este efeito mais pronunciado no menor valor de R.

Palavras-chave

fadiga, aço 52100, microestrutura, bainita, martensita

fadiga, aço 52100, microestrutura, bainita, martensita

Como citar

Silva, Paulo R. T.; Krauss, George; Matlock, David K.; Strohaecker, Telmo R.. ANÁLISE DO COMPORTAMENTO EM FADIGA DO AÇO 52100 COM DIFERENTES CONDIÇÕES MICROESTRUTURAIS, p. 1290-1300. In: 55º Congresso anual, Rio de Janeiro, Brasil, 2000.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00866