ISSN 2594-5327
50º Congresso anual — Vol. 50 , num. 1 (1995)
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Resumo
Na indústria petrolífera são comuns as falhas mecânicas em equipamentos, devidas à interação entre o hidrogênio atômico absorvido pelo aço, em operações abrangendo desde a exploração de campos de petróleo contaminados com gás sulfídrico (H₂S) até o transporte, estocagem e operações de refino. Os aços C-Mn, por sua vez, são largamente utilizados na fabricação de vasos de pressão e reservatórios que operam em presença de H₂S. Neste trabalho, estudou-se o comportamento dos aços ASTM 516 grau 60 e ASTM 285 grau C, em relação à presença de hidrogênio, através de ensaios de tração a baixa taxa de deformação. O gás sulfídrico, responsável pela fragilização do hidrogênio, foi produzido a partir do tiossulfato de sódio presente nas soluções utilizadas: solução A (20% de cloreto de sódio, 10⁻² mol/l de tiossulfato de sódio) e solução B (5% de cloreto de sódio, 10⁻³ mol/l de tiossulfato de sódio, 0,5% de ácido acético). Constatou-se que os ensaios de tração a baixa taxa de deformação em presença da solução B são eficientes para simulação do comportamento dos materiais quanto à fragilização pelo hidrogênio. Não se verificou, contudo, fragilização utilizando-se a solução A. Os resultados obtidos são explicados com base no diagrama E × pH para o tiossulfato de sódio.
Na indústria petrolífera são comuns as falhas mecânicas em equipamentos, devidas à interação entre o hidrogênio atômico absorvido pelo aço, em operações abrangendo desde a exploração de campos de petróleo contaminados com gás sulfídrico (H₂S) até o transporte, estocagem e operações de refino. Os aços C-Mn, por sua vez, são largamente utilizados na fabricação de vasos de pressão e reservatórios que operam em presença de H₂S. Neste trabalho, estudou-se o comportamento dos aços ASTM 516 grau 60 e ASTM 285 grau C, em relação à presença de hidrogênio, através de ensaios de tração a baixa taxa de deformação. O gás sulfídrico, responsável pela fragilização do hidrogênio, foi produzido a partir do tiossulfato de sódio presente nas soluções utilizadas: solução A (20% de cloreto de sódio, 10⁻² mol/l de tiossulfato de sódio) e solução B (5% de cloreto de sódio, 10⁻³ mol/l de tiossulfato de sódio, 0,5% de ácido acético). Constatou-se que os ensaios de tração a baixa taxa de deformação em presença da solução B são eficientes para simulação do comportamento dos materiais quanto à fragilização pelo hidrogênio. Não se verificou, contudo, fragilização utilizando-se a solução A. Os resultados obtidos são explicados com base no diagrama E × pH para o tiossulfato de sódio.
Palavras-chave
tiossulfato de sódio, gás sulfídrico, fragilização
tiossulfato de sódio, gás sulfídrico, fragilização
Como citar
Pinto, José Eduardo Rocha; Bastos, Ivan Napoleão; Gomes, José Antônio Ponciano.
AVALIAÇÃO DA FRAGILIZAÇÃO PELO HIDROGÊNIO DO AÇOS 285 GRAU C E 516 GRAU 60 EM SOLUÇÕES DE TIOSSULFATO DE SÓDIO,
p. 2641-2650.
In: 50º Congresso anual,
São Pedro-SP, Brasil,
1995.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-50v5-165-174