ISSN 2594-5327
51º Congresso anual — Vol. 51 , num. 1 (1996)
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Resumo
Ligas baseadas no Fe₃Al contendo 0,15%at. de zircônio, 0,2%at. de boro e até 4,5%at. de cromo foram elaboradas por fusão em forno de indução ao ar utilizando-se matéria-prima de pureza comercial. Após a homogeneização (1100°C/24h), os lingotes foram forjados e laminados a 1000°C até uma espessura de chapa de aproximadamente 1,5 mm. Amostras das chapas laminadas foram tratadas termicamente por 1 hora nas temperaturas de 500 a 1000°C. Os resultados de microdureza destas amostras mostraram ligeiro decréscimo para temperaturas de tratamento superiores a 500°C sem uma evidente mudança na microestrutura observada opticamente. Tratamentos térmicos das ligas como laminadas a 800°C/1h e 800°C/1h + 500°C/7d que induzem, respectivamente, a ordenação B2 e DO₃, provocam uma redução no limite de escoamento à temperatura ambiente, e mudança no modo de fratura de transgranular por clivagem nas ligas laminadas e tratadas termicamente a 800°C/1h (B2) para intergranular com o tratamento térmico a 500°C/7d (DO₃), mas sem alteração apreciável na ductilidade. A resistência mecânica na temperatura ambiente decresce com o aumento do teor de cromo da liga, independentemente do tratamento térmico utilizado. O limite de escoamento obtido em ensaios de tração a quente, apresenta comportamento anômalo para temperaturas situadas entre a ambiente e 600°C com uma queda brusca acima de 600°C. Os valores de alongamento tornam-se relativamente altos em temperaturas acima de aproximadamente 500°C, com a mudança do mecanismo de fratura predominantemente de transgranular por clivagem para transgranular por coalescimento de microcavidades.
Ligas baseadas no Fe₃Al contendo 0,15%at. de zircônio, 0,2%at. de boro e até 4,5%at. de cromo foram elaboradas por fusão em forno de indução ao ar utilizando-se matéria-prima de pureza comercial. Após a homogeneização (1100°C/24h), os lingotes foram forjados e laminados a 1000°C até uma espessura de chapa de aproximadamente 1,5 mm. Amostras das chapas laminadas foram tratadas termicamente por 1 hora nas temperaturas de 500 a 1000°C. Os resultados de microdureza destas amostras mostraram ligeiro decréscimo para temperaturas de tratamento superiores a 500°C sem uma evidente mudança na microestrutura observada opticamente. Tratamentos térmicos das ligas como laminadas a 800°C/1h e 800°C/1h + 500°C/7d que induzem, respectivamente, a ordenação B2 e DO₃, provocam uma redução no limite de escoamento à temperatura ambiente, e mudança no modo de fratura de transgranular por clivagem nas ligas laminadas e tratadas termicamente a 800°C/1h (B2) para intergranular com o tratamento térmico a 500°C/7d (DO₃), mas sem alteração apreciável na ductilidade. A resistência mecânica na temperatura ambiente decresce com o aumento do teor de cromo da liga, independentemente do tratamento térmico utilizado. O limite de escoamento obtido em ensaios de tração a quente, apresenta comportamento anômalo para temperaturas situadas entre a ambiente e 600°C com uma queda brusca acima de 600°C. Os valores de alongamento tornam-se relativamente altos em temperaturas acima de aproximadamente 500°C, com a mudança do mecanismo de fratura predominantemente de transgranular por clivagem para transgranular por coalescimento de microcavidades.
Palavras-chave
Ligas Intermetálicas, Ordenação, Alumínio, Propriedades Mecânicas
Ligas Intermetálicas, Ordenação, Alumínio, Propriedades Mecânicas
Como citar
COUTO, ANTONIO AUGUSTO; FERREIRA, PAULO IRIS.
AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS E DA MICROESTRUTURA DE LIGAS INTERMETÁLICAS BASEADAS NO Fe₃Al COM ATÉ 4,5%at. DE CROMO,
p. 1233-1244.
In: 51º Congresso anual,
Porto Alegre, Brasil,
1996.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-51v2-209-220