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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

57º Congresso anual Vol. 57 , num. 1 (2002)


Título

AVALIAÇÃO ESTRUTURAL DA ZONA FUNDIDA DE AÇOS RESISTENTES AO FOGO

AVALIAÇÃO ESTRUTURAL DA ZONA FUNDIDA DE AÇOS RESISTENTES AO FOGO

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-C01498

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Resumo

Neste trabalho realizou-se a caracterização estrutural da zona fundida de aços resistentes ao fogo. Desenvolveu-se arames tubulares para a soldagem multipasses ao arco submerso que forneciam, no metal de solda, teores variáveis de Mo e Nb, usualmente presentes em aços resistentes ao fogo. A estrutura foi avaliada no último passe através de microscopia ótica e eletrônica de transmissão com lâminas finas, antes e após tratamento térmico a 600 °C que simulava o aquecimento da solda em um incêndio. Caracterizou-se os microconstituintes na região colunar por metalografia quantitativa e testes de dureza Vickers. Determinou-se, por análise térmica, as temperaturas de transformação dos metais de solda. Um aumento nos teores de Mo e Nb resulta em maiores quantidades de microconstituintes aciculares e em um menor tamanho de grão austenítico prévio. Ao contrário do Nb, um aumento no Mo reduziu mais fortemente as temperaturas de início e de fim de transformação da austenita. Após o tratamento térmico, as modificações microestruturais restringiram-se à morfologia e distribuição da segunda fase (constituinte M-A-C) e verificou-se um aumento de dureza nas soldas com adição de Nb e de Nb e Mo, sugerindo a ocorrência de precipitação. Contudo, esta precipitação não foi observada em microscopia eletrônica de transmissão.

 

Neste trabalho realizou-se a caracterização estrutural da zona fundida de aços resistentes ao fogo. Desenvolveu-se arames tubulares para a soldagem multipasses ao arco submerso que forneciam, no metal de solda, teores variáveis de Mo e Nb, usualmente presentes em aços resistentes ao fogo. A estrutura foi avaliada no último passe através de microscopia ótica e eletrônica de transmissão com lâminas finas, antes e após tratamento térmico a 600 °C que simulava o aquecimento da solda em um incêndio. Caracterizou-se os microconstituintes na região colunar por metalografia quantitativa e testes de dureza Vickers. Determinou-se, por análise térmica, as temperaturas de transformação dos metais de solda. Um aumento nos teores de Mo e Nb resulta em maiores quantidades de microconstituintes aciculares e em um menor tamanho de grão austenítico prévio. Ao contrário do Nb, um aumento no Mo reduziu mais fortemente as temperaturas de início e de fim de transformação da austenita. Após o tratamento térmico, as modificações microestruturais restringiram-se à morfologia e distribuição da segunda fase (constituinte M-A-C) e verificou-se um aumento de dureza nas soldas com adição de Nb e de Nb e Mo, sugerindo a ocorrência de precipitação. Contudo, esta precipitação não foi observada em microscopia eletrônica de transmissão.

Palavras-chave

metalurgia da soldagem, aços resistentes ao fogo, microestrutura

metalurgia da soldagem, aços resistentes ao fogo, microestrutura

Como citar

Starling, Cícero Murta Diniz; Modenesi, Paulo José. AVALIAÇÃO ESTRUTURAL DA ZONA FUNDIDA DE AÇOS RESISTENTES AO FOGO, p. 1619-1628. In: 57º Congresso anual, São Paulo, Brasil, 2002.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C01498