ISSN 2594-5327
79º Congresso Anual da ABM - Internacional — Vol. 79 , num. 79 (2026)
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Resumo
A manufatura aditiva por Wire Arc Additive Manufacturing (WAAM) tem se destacado na fabricação de componentes metálicos devido à sua taxa de deposição e redução de desperdício de material. Entretanto, os ciclos térmicos presentes no processo promovem heterogeneidades microestruturais que podem influenciar a susceptibilidade à fragilização por hidrogênio em aços. Neste trabalho, foi realizada a avaliação microestrutural do aço inoxidável 316L produzido via WAAM, visando correlacionar características microestruturais com a potencial susceptibilidade à fragilização por hidrogênio. As amostras foram caracterizadas por microscopia eletrônica de varredura (MEV), espectroscopia por dispersão de energia (EDS) e difração de raios X (DRX). Os resultados evidenciaram a presença de microporos, segregação de níquel e ferrita δ residual distribuída na matriz austenítica. O refinamento de Rietveld indicou composição microestrutural de aproximadamente 97,9% de austenita e 2,1% de ferrita δ. Observou-se uma maior densidade de discordâncias e menor tamanho de cristalito na ferrita δ, fatores que favorecem o transporte e aprisionamento de hidrogênio. Dessa forma, conclui-se que as heterogeneidades microestruturais geradas pelo processo WAAM podem contribuir significativamente para o aumento da susceptibilidade à fragilização por hidrogênio no aço inoxidável 316L.
Wire Arc Additive Manufacturing (WAAM) has gained prominence in the fabrication of metallic components due to its high deposition rate and reduced material waste. However, the thermal cycles inherent to the process promote microstructural heterogeneities that may influence the susceptibility of steels to hydrogen embrittlement. In this work, a microstructural evaluation of WAAM-produced 316L stainless steel was carried out in order to correlate microstructural features with potential susceptibility to hydrogen embrittlement. The samples were characterized by scanning electron microscopy (SEM), energy dispersive spectroscopy (EDS), and X-ray diffraction (XRD). The results revealed the presence of micropores, nickel segregation, and residual δ-ferrite distributed within the austenitic matrix. Rietveld refinement indicated a microstructural composition of approximately 97.9% austenite and 2.1% δ-ferrite. A higher dislocation density and smaller crystallite size were observed in the δ-ferrite, factors that favor hydrogen transport and trapping. Therefore, it can be concluded that the microstructural heterogeneities generated by the WAAM process may significantly contribute to the increased susceptibility of 316L stainless steel to hydrogen embrittlement.
Palavras-chave
Manufatura aditiva, Aço inoxidável 316L, Fragilização por hidrogênio, Microestrutura
Additive manufacturing, 316L stainless steel, Hydrogen embrittlement, Microstructure
Como citar
Augusto, Marcos Lacerda; Nunes, Thaissa Sampaio; Pecly, Plinio Henrique Rangel; Garcia, Julianna Magalhães; Brandao, Luiz Paulo.
Avaliação microestrutural de aço inoxidável 316L produzido por manufatura aditiva visando sua susceptibilidade à fragilização por hidrogênio,
p. 3252-3263.
In: 79º Congresso Anual da ABM - Internacional,
São Paulo, SP - Brasil,
2026.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-44102