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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

56º Congresso anual Vol. 56 , num. 1 (2001)


Título

Celulignina – Matéria Prima na Redução de Minérios de Ferro

Celulignina – Matéria Prima na Redução de Minérios de Ferro

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-C01172

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Resumo

Nos processos de redução de minérios de ferro, o principal custo para a obtenção do gusa, está no gasto com o combustível/redutor, que representa ≈ 60% do custo total de produção do gusa para um alto-forno de grande porte. Assim sendo, o estudo de substituição dos combustíveis/redutores tradicionais por novos tipos de carbonáceos é de grande interesse para as empresas siderúrgicas, não só pelo lado econômico, mas também pelo estratégico. Desta forma, estamos estudando um novo redutor (Celulignina) que poderá substituir em parte o carvão mineral/vegetal consumido no Alto-Forno. A grande vantagem da Celulignina é a de ser um carbonáceo proveniente de uma Pré-Hidrólise de materiais orgânicos (Madeira, Cascas, Bagaço de Cana e Lixo Orgânico), sendo totalmente renovável, advindo de uma tecnologia nacional e ter um custo que possibilitará diminuir o gasto com o “fuel rate” e consequentemente o preço do gusa final. A celulignina dependendo da matéria orgânica que lhe deu origem varia em sua composição. No entanto, esta variação é pequena, podendo ser tomada como limites a celulignina formada a partir do lixo orgânico e a celulignina formada a partir da madeira. Assim, desta forma, a composição da Celulignina pode ser apresentada como: C de 55 a 67%, H₂ de 4,0 a 6,0%, O₂ de 28 a 33% e Cinzas de 0,1 a 8,0%. Apresentando ainda um Poder Calorífico (PCI) entre 17 e 21 MJ/kg. Portanto este trabalho procura apresentar a Celulignina como matéria prima viável de utilização nos processos de redução, em especial os altos-fornos.

 

Nos processos de redução de minérios de ferro, o principal custo para a obtenção do gusa, está no gasto com o combustível/redutor, que representa ≈ 60% do custo total de produção do gusa para um alto-forno de grande porte. Assim sendo, o estudo de substituição dos combustíveis/redutores tradicionais por novos tipos de carbonáceos é de grande interesse para as empresas siderúrgicas, não só pelo lado econômico, mas também pelo estratégico. Desta forma, estamos estudando um novo redutor (Celulignina) que poderá substituir em parte o carvão mineral/vegetal consumido no Alto-Forno. A grande vantagem da Celulignina é a de ser um carbonáceo proveniente de uma Pré-Hidrólise de materiais orgânicos (Madeira, Cascas, Bagaço de Cana e Lixo Orgânico), sendo totalmente renovável, advindo de uma tecnologia nacional e ter um custo que possibilitará diminuir o gasto com o “fuel rate” e consequentemente o preço do gusa final. A celulignina dependendo da matéria orgânica que lhe deu origem varia em sua composição. No entanto, esta variação é pequena, podendo ser tomada como limites a celulignina formada a partir do lixo orgânico e a celulignina formada a partir da madeira. Assim, desta forma, a composição da Celulignina pode ser apresentada como: C de 55 a 67%, H₂ de 4,0 a 6,0%, O₂ de 28 a 33% e Cinzas de 0,1 a 8,0%. Apresentando ainda um Poder Calorífico (PCI) entre 17 e 21 MJ/kg. Portanto este trabalho procura apresentar a Celulignina como matéria prima viável de utilização nos processos de redução, em especial os altos-fornos.

Palavras-chave

Celulignina, Redução e Matérias Primas

Celulignina, Redução e Matérias Primas

Como citar

Lopes, Cláudio Rocha; Pinatti, Daltro Garcia. Celulignina – Matéria Prima na Redução de Minérios de Ferro, p. 944-952. In: 56º Congresso anual, Belo Horizonte, Brasil, 2001.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C01172