ISSN 2594-5327
50º Congresso anual — Vol. 50 , num. 1 (1995)
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Resumo
No presente trabalho procurou-se determinar o comportamento dos carbonetos presentes nas superligas à base de níquel, normalmente do tipo MC, durante a fusão em forno de feixe de elétrons ("electron beam" - EB). Foram estudados os carbonetos NbC e TiC utilizando as ligas comerciais Inconel 718 e Inconel 100, respectivamente. As amostras para as experiências foram preparadas a partir de "feedstocks" comerciais em forno à indução sob vácuo de maneira a produzir corpos de prova cilíndricos de 25 mm de diâmetro com solidificação direcional. Somente a região colunar era utilizada para a fusão em EB, região onde os carbonetos eram morfologicamente estáveis. A fusão era feita de maneira a produzir unicamente uma gota de líquido, próxima à temperatura de fusão da liga, que era imediatamente solidificada num cadinho de cobre refrigerado à água. Os carbonetos, tanto do corpo de prova original quanto da gota, eram analisados em EDX acoplado a um microscópio eletrônico de varredura. Verificou-se que a composição química dos carbonetos alterava-se significativamente após a fusão em EB, basicamente havendo uma troca do elemento principal do carboneto, nióbio ou titânio, por como. Determinou-se que tal alteração era uma consequência das maiores velocidades de resfriamento e solidificação da liga no cadinho de cobre refrigerado à água quando comparado àquelas das amostras utilizadas nas experiências. O fato acima mencionado é uma indicação clara que os carbonetos nas superligas investigadas dissolvem-se logo após a fusão no forno de feixe de elétrons, fato este com ligações tecnológicas importantes inclusive para os procedimentos de fundição dessas ligas.
No presente trabalho procurou-se determinar o comportamento dos carbonetos presentes nas superligas à base de níquel, normalmente do tipo MC, durante a fusão em forno de feixe de elétrons ("electron beam" - EB). Foram estudados os carbonetos NbC e TiC utilizando as ligas comerciais Inconel 718 e Inconel 100, respectivamente. As amostras para as experiências foram preparadas a partir de "feedstocks" comerciais em forno à indução sob vácuo de maneira a produzir corpos de prova cilíndricos de 25 mm de diâmetro com solidificação direcional. Somente a região colunar era utilizada para a fusão em EB, região onde os carbonetos eram morfologicamente estáveis. A fusão era feita de maneira a produzir unicamente uma gota de líquido, próxima à temperatura de fusão da liga, que era imediatamente solidificada num cadinho de cobre refrigerado à água. Os carbonetos, tanto do corpo de prova original quanto da gota, eram analisados em EDX acoplado a um microscópio eletrônico de varredura. Verificou-se que a composição química dos carbonetos alterava-se significativamente após a fusão em EB, basicamente havendo uma troca do elemento principal do carboneto, nióbio ou titânio, por como. Determinou-se que tal alteração era uma consequência das maiores velocidades de resfriamento e solidificação da liga no cadinho de cobre refrigerado à água quando comparado àquelas das amostras utilizadas nas experiências. O fato acima mencionado é uma indicação clara que os carbonetos nas superligas investigadas dissolvem-se logo após a fusão no forno de feixe de elétrons, fato este com ligações tecnológicas importantes inclusive para os procedimentos de fundição dessas ligas.
Palavras-chave
Superligas, Forno de feixe de elétrons, carbonetos
Superligas, Forno de feixe de elétrons, carbonetos
Como citar
NETO, FLÁVIO BENEDECUTE; MITCHELL, ALEC; TOSETTI, JOÃO PEDRO VALLS.
COMPORTAMENTO DE CARBONETOS DE SUPERLIGAS À BASE DE NÍQUEL DURANTE O REFINO EM FORNO DE FEIXE DE ELÉTRONS - PARTE I,
p. 1811-1824.
In: 50º Congresso anual,
São Pedro-SP, Brasil,
1995.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-50v4-73-86