ISSN 2594-5327
59º Congresso anual — Vol. 59 , num. 1 (2004)
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Resumo
O ouro é encontrado frequentemente na natureza associado a sulfetos, como pirita e arsenopirita. Geralmente, tais sulfetos são concentrados por flotação para posterior tratamento hidrometalúrgico. Porém, em alguns casos, a recuperação desses sulfetos é prejudicada pela formação de produtos de oxidação em suas superfícies, havendo a necessidade de se empregar concentrações mais altas de coletores sulfidrílicos. No presente trabalho, foi realizado um estudo eletroquímico, por meio de medidas voltamétricas, com eletrodos de pirita e arsenopirita visando à avaliação dos produtos de oxidação formados nas superfícies desses minerais e a influência da oxidação sobre a adsorção do coletor amil xantato de potássio (AXP). A voltametria cíclica da pirita oxidada indicou a formação de Fe(OH)₃. Na presença de AXP em concentrações iguais a 10⁻² e 5 x 10⁻² M, observou-se a oxidação da pirita a Fe(OH)₃ e a formação do xantato férrico, em pH=6,0. Os resultados encontrados para a pirita oxidada, na presença de AXP, revelaram que ocorre a formação do xantato férrico, porém, num valor de potencial eletroquímico mais elevado. Em relação à arsenopirita oxidada, a voltametria cíclica indicou sua oxidação a Fe(OH)₃. Com a adição do AXP (10⁻² e 5 x 10⁻² M), ocorreu a oxidação do xantato a dixantogênio na superfície da arsenopirita. A redução do dixantogênio a xantato foi confirmada pela presença de uma onda catódica em torno de −342 mV vs. ECS. Já a formação de dixantogênio na superfície da arsenopirita oxidada foi deslocada para um valor de potencial superior ao encontrado no caso da arsenopirita não oxidada.
O ouro é encontrado frequentemente na natureza associado a sulfetos, como pirita e arsenopirita. Geralmente, tais sulfetos são concentrados por flotação para posterior tratamento hidrometalúrgico. Porém, em alguns casos, a recuperação desses sulfetos é prejudicada pela formação de produtos de oxidação em suas superfícies, havendo a necessidade de se empregar concentrações mais altas de coletores sulfidrílicos. No presente trabalho, foi realizado um estudo eletroquímico, por meio de medidas voltamétricas, com eletrodos de pirita e arsenopirita visando à avaliação dos produtos de oxidação formados nas superfícies desses minerais e a influência da oxidação sobre a adsorção do coletor amil xantato de potássio (AXP). A voltametria cíclica da pirita oxidada indicou a formação de Fe(OH)₃. Na presença de AXP em concentrações iguais a 10⁻² e 5 x 10⁻² M, observou-se a oxidação da pirita a Fe(OH)₃ e a formação do xantato férrico, em pH=6,0. Os resultados encontrados para a pirita oxidada, na presença de AXP, revelaram que ocorre a formação do xantato férrico, porém, num valor de potencial eletroquímico mais elevado. Em relação à arsenopirita oxidada, a voltametria cíclica indicou sua oxidação a Fe(OH)₃. Com a adição do AXP (10⁻² e 5 x 10⁻² M), ocorreu a oxidação do xantato a dixantogênio na superfície da arsenopirita. A redução do dixantogênio a xantato foi confirmada pela presença de uma onda catódica em torno de −342 mV vs. ECS. Já a formação de dixantogênio na superfície da arsenopirita oxidada foi deslocada para um valor de potencial superior ao encontrado no caso da arsenopirita não oxidada.
Palavras-chave
pirita, arsenopirita, oxidação, adsorção de xantato
pirita, arsenopirita, oxidação, adsorção de xantato
Como citar
Júnior, Carlos Roberto Falcão de Albuquerque; Dutra, Achilles Junqueira Bourdot; Monte, Marisa Bezerra de Mello.
COMPORTAMENTO ELETROQUÍMICO DAS SUPERFÍCIES DE PIRITA E ARSENOPIRITA EM RELAÇÃO À OXIDAÇÃO E ADSORÇÃO DE AMIL XANTATO DE POTÁSSIO (AXP),
p. 2611-2620.
In: 59º Congresso anual,
São Paulo, Brasil,
2004.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-4033