ISSN 2594-5327
51º Congresso anual — Vol. 51 , num. 1 (1996)
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Resumo
Neste trabalho investiga-se a trabalhabilidade a quente de aços inoxidáveis austeno-ferríticos em condições similares às do processamento industrial. Utilizando-se de aços inoxidáveis austeno-ferríticos com diferentes composições químicas e adotando-se diferentes procedimentos experimentais obtêm-se amostras com diferentes proporções de fases, possibilitando investigar a influência da microestrutura no processamento a quente destes aços. Com ensaios de torção a quente determinam-se as curvas de escoamento plástico e a ductilidade destes aços. A faixa de temperatura utilizada para a realização dos ensaios isotérmicos até a fratura foi de 900 a 1250°C com taxa de deformação de 1,0 s⁻¹. Os resultados experimentais mostram que a resistência mecânica a quente destes aços está próxima a de aços ferríticos e abaixo da resistência de aços austeníticos. Os aços austeno-ferríticos são bastante dúteis em altas temperaturas quando têm microestruturas predominantemente ferríticas e possuem baixa ductilidade em baixas temperaturas quando a microestrutura é austeno-ferrítica. A ductilidade dos aços em estudo aumenta com o processamento termomecânico quando são predominantemente ferríticos, no entanto, não foi observado nenhum aumento da ductilidade com a evolução do processamento, quando estes aços são deformados em temperaturas baixas onde predomina a falha do material por fratura intercristalina devido ao deslizamento de contornos de grão.
Neste trabalho investiga-se a trabalhabilidade a quente de aços inoxidáveis austeno-ferríticos em condições similares às do processamento industrial. Utilizando-se de aços inoxidáveis austeno-ferríticos com diferentes composições químicas e adotando-se diferentes procedimentos experimentais obtêm-se amostras com diferentes proporções de fases, possibilitando investigar a influência da microestrutura no processamento a quente destes aços. Com ensaios de torção a quente determinam-se as curvas de escoamento plástico e a ductilidade destes aços. A faixa de temperatura utilizada para a realização dos ensaios isotérmicos até a fratura foi de 900 a 1250°C com taxa de deformação de 1,0 s⁻¹. Os resultados experimentais mostram que a resistência mecânica a quente destes aços está próxima a de aços ferríticos e abaixo da resistência de aços austeníticos. Os aços austeno-ferríticos são bastante dúteis em altas temperaturas quando têm microestruturas predominantemente ferríticas e possuem baixa ductilidade em baixas temperaturas quando a microestrutura é austeno-ferrítica. A ductilidade dos aços em estudo aumenta com o processamento termomecânico quando são predominantemente ferríticos, no entanto, não foi observado nenhum aumento da ductilidade com a evolução do processamento, quando estes aços são deformados em temperaturas baixas onde predomina a falha do material por fratura intercristalina devido ao deslizamento de contornos de grão.
Palavras-chave
trabalhabilidade a quente, ductilidade a quente, aços inoxidáveis duplex
trabalhabilidade a quente, ductilidade a quente, aços inoxidáveis duplex
Como citar
Hoffmann, Wanda Aparecida Machado; Balancin, Oscar.
COMPORTAMENTO MECÂNICO DE AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENO-FERRÍTICOS EM ALTAS TEMPERATURAS E TAXA DE DEFORMAÇÃO.,
p. 1792-1805.
In: 51º Congresso anual,
Porto Alegre, Brasil,
1996.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-51v3-215-228