ISSN 2594-5327
52º Congresso anual — Vol. 52 , num. 1 (1997)
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Resumo
Pelotas auto-redutoras de pó de aciaria elétrica contendo carvão mineral e 5% de cimento Portland, foram submetidas a ciclos térmicos de aquecimento até as temperaturas de 1050°C e 1150°C. As pelotas (7 mm de diâmetro) foram posteriormente analisadas utilizando-se microscopia eletrônica de varredura. Devido à natureza não isotérmica do processo de redução, com a existência de um gradiente de temperatura partindo-se da superfície ao núcleo da pelota, constatou-se uma variação na morfologia do ferro, desde filamentos de ferro em processo de coalescimento (1150°C) ou somente filamentos aciculares (1050°C) em regiões próximas ao núcleo da pelota. A 1150°C, em regiões próximas à superfície da pelota, os filamentos estão completamente sinterizados. Assim, para processos de auto-redução há uma faixa crítica de temperaturas (950 a 1050°C) onde recomenda-se minimizar o tempo de permanência da pelota. Portanto, é desejável aplicar uma alta taxa de aquecimento nessa faixa de temperaturas, para que os filamentos de ferro não cresçam em demasia provocando o inchamento catastrófico da pelota durante a redução.
Pelotas auto-redutoras de pó de aciaria elétrica contendo carvão mineral e 5% de cimento Portland, foram submetidas a ciclos térmicos de aquecimento até as temperaturas de 1050°C e 1150°C. As pelotas (7 mm de diâmetro) foram posteriormente analisadas utilizando-se microscopia eletrônica de varredura. Devido à natureza não isotérmica do processo de redução, com a existência de um gradiente de temperatura partindo-se da superfície ao núcleo da pelota, constatou-se uma variação na morfologia do ferro, desde filamentos de ferro em processo de coalescimento (1150°C) ou somente filamentos aciculares (1050°C) em regiões próximas ao núcleo da pelota. A 1150°C, em regiões próximas à superfície da pelota, os filamentos estão completamente sinterizados. Assim, para processos de auto-redução há uma faixa crítica de temperaturas (950 a 1050°C) onde recomenda-se minimizar o tempo de permanência da pelota. Portanto, é desejável aplicar uma alta taxa de aquecimento nessa faixa de temperaturas, para que os filamentos de ferro não cresçam em demasia provocando o inchamento catastrófico da pelota durante a redução.
Palavras-chave
Reciclagem, Auto-Redução, Pelotas, microestrutura, inchamento
Reciclagem, Auto-Redução, Pelotas, microestrutura, inchamento
Como citar
Mantovani, Mario Cesar; Takano, Cyro; Jr., Ramiro da Conceição do Nascimento.
CORRELAÇÃO ENTRE A MICROESTRUTURA E O INCHAMENTO EM PELOTAS AUTO-REDUTORAS DE PÓ DE ACIARIA ELÉTRICA,
p. 4913-4934.
In: 52º Congresso anual,
São Paulo, Brasil,
1997.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00315-4913-4934