ISSN 2594-5327
55º Congresso anual — Vol. 55 , num. 1 (2000)
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Resumo
As ligas cobre-berílio apresentam simultaneamente elevada resistência mecânica (atingindo até 1200 MPa de limite de resistência à tração) e boa condutividade elétrica (aproximadamente 25% de IACS), sendo utilizadas para fabricação de pinças de solda, pistão de injeção para máquinas sob pressão e coquilhas para fábrica de torneiras. Estas ligas apresentam endurecimento estrutural. O berílio é responsável pela doença profissional beriliose. Durante as operações de fusão e esmerilhamento o Be forma óxido BeO que é tóxico, sendo os limites de exposição a este óxido muito pequenos, fixados atualmente em 2 microgramas por m³ de ar. A alta toxicidade do berílio justificou a necessidade de desenvolvimento de uma liga que fosse capaz de substituir a liga cobre-berílio, em aplicações onde é exigida boa condutividade elétrica, associada a boas propriedades mecânicas. A liga desenvolvida foi a denominada pelo CTIF “Cobre Verde” que trata-se de uma liga Cu-Ni-Si-Cr e que apresenta após tratamento térmico de solubilização e revenimento, as características requeridas para substituir a liga cobre-berílio. O nome “Cobre Verde” se deve à não toxicidade da liga. Este trabalho apresenta o processo de obtenção da liga “Cobre Verde”, abordando os cuidados necessários na elaboração de tratamentos térmicos visando à obtenção das melhores propriedades requeridas de acordo com a utilização da peça.
As ligas cobre-berílio apresentam simultaneamente elevada resistência mecânica (atingindo até 1200 MPa de limite de resistência à tração) e boa condutividade elétrica (aproximadamente 25% de IACS), sendo utilizadas para fabricação de pinças de solda, pistão de injeção para máquinas sob pressão e coquilhas para fábrica de torneiras. Estas ligas apresentam endurecimento estrutural. O berílio é responsável pela doença profissional beriliose. Durante as operações de fusão e esmerilhamento o Be forma óxido BeO que é tóxico, sendo os limites de exposição a este óxido muito pequenos, fixados atualmente em 2 microgramas por m³ de ar. A alta toxicidade do berílio justificou a necessidade de desenvolvimento de uma liga que fosse capaz de substituir a liga cobre-berílio, em aplicações onde é exigida boa condutividade elétrica, associada a boas propriedades mecânicas. A liga desenvolvida foi a denominada pelo CTIF “Cobre Verde” que trata-se de uma liga Cu-Ni-Si-Cr e que apresenta após tratamento térmico de solubilização e revenimento, as características requeridas para substituir a liga cobre-berílio. O nome “Cobre Verde” se deve à não toxicidade da liga. Este trabalho apresenta o processo de obtenção da liga “Cobre Verde”, abordando os cuidados necessários na elaboração de tratamentos térmicos visando à obtenção das melhores propriedades requeridas de acordo com a utilização da peça.
Palavras-chave
condutividade, tratamento térmico, toxicidade, cobre verde, ligas Cu-Ni-Si-Cr
condutividade, tratamento térmico, toxicidade, cobre verde, ligas Cu-Ni-Si-Cr
Como citar
Silva, Ana Paula; Machado, Ioná Macedo Leonardo; Marra, Varlei.
DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO DA LIGA COBRE VERDE DE ALTA CONDUTIVIDADE ELÉTRICA,
p. 1100-1109.
In: 55º Congresso anual,
Rio de Janeiro, Brasil,
2000.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00850