ISSN 2594-5327
79º Congresso Anual da ABM - Internacional — Vol. 79 , num. 79 (2026)
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Resumo
As variantes amarelas e vermelhas da macroalga Kappahycus alvarezii diferem não apenas em sua aparência externa, mas também em sua velocidade de desenvolvimento; no entanto, ainda não há informações sobre o impacto dessas variações em sua organização interna. Por isso, este estudo compara a estrutura, a morfologia e a composição química de ambas as variantes, com o objetivo de avaliar seu potencial no desenvolvimento de materiais compostos. A biomassa desidratada foi moída e peneirada para um tamanho inferior a 63 µm, a fim de ser analisada por Difração de Raios X (DRX), Espectroscopia Infravermelha (FTIR) e Microscopia Eletrônica de Varredura com EDS (MEV/EDS). Os espectros de FTIR demonstraram que ambas as variantes compartilham os mesmos grupos funcionais (hidroxilos e polissacarídeos sulfatados), confirmando que a pigmentação não altera sua composição orgânica. Por outro lado, os difratogramas de DRX e MEV revelaram uma correlação direta: os picos intensos de silvita (KCl) detectados por difração correspondem à fase do mineral orgânico presente na biomassa. A análise MEV/EDS confirmou esse conteúdo inorgânico incrustado na topografia da variante amarela, onde apresentou altas concentrações de potássio e cloro. Por fim, a rugosidade superficial observada em ambas as amostras foi identificada como uma característica física favorável para a ancoragem interfacial entre matrizes poliméricas. Conclui-se que as diferenças entre as variantes se devem principalmente ao acúmulo de componentes inorgânicos (KCl), e não a alterações estruturais, o que posiciona ambas as variantes como matérias-primas promissoras no campo dos biomateriais avançados
The yellow and red variants of the macroalga Kappahycus alvarezii differ not only in their external appearance but also in their growth rate; however, little is known about the impact of these variations on their internal structure. Therefore, this study compares the structure, morphology, and chemistry of both variants in order to evaluate their potential for the development of composite materials. The dehydrated biomass was ground and sieved to a size smaller than 63 µm for analysis by X-ray Diffraction (XRD), Infrared Spectroscopy (FTIR), and Scanning Electron Microscopy with EDS (SEM/EDS). The FTIR spectra showed that both variants share the same functional groups (hydroxyls and sulfated polysaccharides), confirming that pigmentation does not alter their organic composition. On the other hand, the XRD and SEM diffractograms revealed a direct correlation: the intense silvite (KCl) peaks detected by diffraction correspond to the organic mineral phase found within the biomass. SEM/EDS analysis confirmed this inorganic content embedded in the topography of the yellow variant, where it exhibited high concentrations of potassium and chlorine. Finally, the surface roughness observed in both samples was identified as a favorable physical characteristic for interfacial anchoring between polymeric matrices. It is concluded that the differences between the variants are primarily due to the accumulation of inorganic components (KCl) rather than structural changes, positioning both variants as promising raw materials in the field of advanced biomaterials.
Palavras-chave
Kappaphycus alvarezii, Variantes de cor, Silvita (KCl), Morfologia superficial
Kappaphycus alvarezii, Color Variations, Silvite (KCl), Surface Morphology
Como citar
Loaiza, Alexandra Maria Cardona; Gonçalves, Victor Paes Dias; Marins, Mozart de Azevedo; Mathio, Juliano Kump; Candido, Verônica Scarpini; Simonassi, Noan Tonini; Lopes, Felipe Perissé Duarte.
Distribuição da silvita (KCl) e propriedades morfológicas superficiais em variantes da macroalga Kappaphycus alvarezii,
p. 3018-3028.
In: 79º Congresso Anual da ABM - Internacional,
São Paulo, SP - Brasil,
2026.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-44040