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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

50º Congresso anual Vol. 50 , num. 1 (1995)


Título

Efeito da Granulometria do Coque no Perfil de Temperatura na Sinterização de Minério de Ferro

Efeito da Granulometria do Coque no Perfil de Temperatura na Sinterização de Minério de Ferro

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-50v3-141-154

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Resumo

A aglomeração de minérios pelo processo de sinterização envolve, entre outros fenômenos, a fusão parcial dos constituintes da carga, dissolução dos mesmos e seguida de solidificação. Assim, para uma dada composição da carga, o perfil de temperatura de um dado ponto da cama a sinterizar, o qual reflete uma série de mudanças físicas e químicas, permite ser correlacionado com as características do sínter, tais como: produtividade, resistência mecânica, redutibilidade e microestrutura. Este trabalho mostra, na sinterização de finos de minério hematítico, em escala de laboratório, a evolução do perfil de temperatura em função do tamanho de partículas de coque, e este classificado em 3 faixas granulométricas: 0,149 a 0,84 mm; 1,68 a 2,38 mm; e 3,36 a 4,0 mm. Os resultados mostraram que, para uma dada composição da carga, os maiores picos de temperaturas associados ao menor consumo de coque foram obtidos quando se utilizou a faixa granulométrica do coque compreendida entre 1.68 e 2.38 mm. As partículas maiores aumentam o tempo de sinterização por necessitar um tempo maior para combustão de cada partícula o que resulta num alargamento da frente de combustão prejudicando assim o pico de temperatura. Já as partículas menores diminuem a permeabilidade da carga inicial e também alargam o perfil térmico e consequentemente apresentam menor pico de temperatura, porém com menor efeito deletério sobre o processo do que partículas grossas

 

A aglomeração de minérios pelo processo de sinterização envolve, entre outros fenômenos, a fusão parcial dos constituintes da carga, dissolução dos mesmos e seguida de solidificação. Assim, para uma dada composição da carga, o perfil de temperatura de um dado ponto da cama a sinterizar, o qual reflete uma série de mudanças físicas e químicas, permite ser correlacionado com as características do sínter, tais como: produtividade, resistência mecânica, redutibilidade e microestrutura. Este trabalho mostra, na sinterização de finos de minério hematítico, em escala de laboratório, a evolução do perfil de temperatura em função do tamanho de partículas de coque, e este classificado em 3 faixas granulométricas: 0,149 a 0,84 mm; 1,68 a 2,38 mm; e 3,36 a 4,0 mm. Os resultados mostraram que, para uma dada composição da carga, os maiores picos de temperaturas associados ao menor consumo de coque foram obtidos quando se utilizou a faixa granulométrica do coque compreendida entre 1.68 e 2.38 mm. As partículas maiores aumentam o tempo de sinterização por necessitar um tempo maior para combustão de cada partícula o que resulta num alargamento da frente de combustão prejudicando assim o pico de temperatura. Já as partículas menores diminuem a permeabilidade da carga inicial e também alargam o perfil térmico e consequentemente apresentam menor pico de temperatura, porém com menor efeito deletério sobre o processo do que partículas grossas

Palavras-chave

sinterização, perfis térmicos, minérios, coque, mistura de coque

sinterização, perfis térmicos, minérios, coque, mistura de coque

Como citar

Bordon, Marco Antonio; Takano, Cyro. Efeito da Granulometria do Coque no Perfil de Temperatura na Sinterização de Minério de Ferro, p. 1197-1210. In: 50º Congresso anual, São Pedro-SP, Brasil, 1995.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-50v3-141-154