ISSN 2594-5327
59º Congresso anual — Vol. 59 , num. 1 (2004)
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Resumo
Os aços inoxidáveis ferríticos são suscetíveis à corrosão intergranular após resfriamento rápido a partir de 925 °C. A teoria de empobrecimento no teor de cromo nas vizinhanças do carboneto e/ou nitreto, precipitados no contorno de grão, é o mecanismo mais adequado para descrever este fenômeno. O presente trabalho tem como finalidade avaliar o efeito dos tratamentos isotérmicos na resistência à corrosão intergranular do aço inoxidável ferrítico UNS S43000, utilizando o método de reativação eletroquímica potenciodinâmica na versão “Double Loop” (DL-EPR). As amostras foram solubilizadas a 1200 °C e posteriormente tratadas isotermicamente a temperaturas entre 500 °C e 700 °C, por tempos entre 5 minutos e 16 horas. O ensaio DL-EPR foi realizado em solução 0,5 M H₂SO₄ com uma velocidade de varredura de 1,67 mV/s. O grau de sensitização (GS) foi medido através da relação entre as densidades de corrente anódica máximas nas etapas de reversão, Ir, e de ativação, Ia. As amostras foram analisadas em microscópio óptico e microscópio eletrônico de varredura. Foram obtidos diferentes valores de GS em função do tempo de tratamento térmico. As temperaturas de 550 °C e 600 °C mostram dois máximos de GS, que são explicados pela precipitação de carbonetos de cromo sob duas formas: intergranulares e transgranulares. Tratamentos isotérmicos a 650 °C recuperam a resistência à corrosão intergranular do aço a partir de 20 minutos.
Os aços inoxidáveis ferríticos são suscetíveis à corrosão intergranular após resfriamento rápido a partir de 925 °C. A teoria de empobrecimento no teor de cromo nas vizinhanças do carboneto e/ou nitreto, precipitados no contorno de grão, é o mecanismo mais adequado para descrever este fenômeno. O presente trabalho tem como finalidade avaliar o efeito dos tratamentos isotérmicos na resistência à corrosão intergranular do aço inoxidável ferrítico UNS S43000, utilizando o método de reativação eletroquímica potenciodinâmica na versão “Double Loop” (DL-EPR). As amostras foram solubilizadas a 1200 °C e posteriormente tratadas isotermicamente a temperaturas entre 500 °C e 700 °C, por tempos entre 5 minutos e 16 horas. O ensaio DL-EPR foi realizado em solução 0,5 M H₂SO₄ com uma velocidade de varredura de 1,67 mV/s. O grau de sensitização (GS) foi medido através da relação entre as densidades de corrente anódica máximas nas etapas de reversão, Ir, e de ativação, Ia. As amostras foram analisadas em microscópio óptico e microscópio eletrônico de varredura. Foram obtidos diferentes valores de GS em função do tempo de tratamento térmico. As temperaturas de 550 °C e 600 °C mostram dois máximos de GS, que são explicados pela precipitação de carbonetos de cromo sob duas formas: intergranulares e transgranulares. Tratamentos isotérmicos a 650 °C recuperam a resistência à corrosão intergranular do aço a partir de 20 minutos.
Palavras-chave
UNS S43000, corrosão intergranular, reativação eletroquímica potenciodinâmica.
UNS S43000, corrosão intergranular, reativação eletroquímica potenciodinâmica.
Como citar
Giraldo, Carlos Augusto Serna; AlonsoFalleiros, Neusa.
EFEITO DA TEMPERATURA NA RESISTÊNCIA À CORROSÃO INTERGRANULAR DO AÇO INOXIDÁVEL FERRÍTICO UNS S43000,
p. 324-333.
In: 59º Congresso anual,
São Paulo, Brasil,
2004.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-3632