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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

51º Congresso anual Vol. 51 , num. 1 (1996)


Título

EFEITO DO CARBONO NA RECRISTALIZAÇÃO DOS AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS DO TIPO 18%Cr-9%Ni

EFEITO DO CARBONO NA RECRISTALIZAÇÃO DOS AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS DO TIPO 18%Cr-9%Ni

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-51v2-135-160

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Resumo

Neste trabalho foi estudada, com o auxílio de várias técnicas de análise microestrutural, a influência do carbono no encruamento, na formação e na reversão de martensita induzida por deformação e na recristalização de aços inoxidáveis austeníticos do tipo 18% Cr - 9% Ni. Para o estudo foram escolhidos dois aços: um do tipo AISI 304L contendo teor de carbono baixo (%C = 0,021) e outro do tipo AISI 304 com teor de carbono mais alto (%C = 0,065). Os dois aços foram deformados a frio e recozidos em duas situações iniciais: com o carbono totalmente em solução sólida (após tratamento térmico de solubilização a 110 °C) e com o carbono praticamente todo precipitado na forma de (Cr,Fe)₂₃C₆ (após tratamento térmico de precipitação a 750 °C). O material com maior teor de carbono, em solução sólida ou precipitado, apresentou nas duas situações maior encruamento, menor propensão à formação de martensita induzida por deformação e maior resistência à recristalização. O carbono em solução sólida, em comparação com a condição precipitada, tornou o material mais propenso ao endurecimento por deformação, menos suscetível à formação de martensita e mais resistente à recristalização. A nucleação da recristalização ocorreu preferencialmente nas vizinhanças dos contornos de grão. Com base nos resultados de cinética de recristalização e testes de corrosão intergranular concluiu-se que temperaturas de recozimento usualmente recomendadas (1000 a 1120 °C) são em alguns casos desnecessariamente altas.

 

Neste trabalho foi estudada, com o auxílio de várias técnicas de análise microestrutural, a influência do carbono no encruamento, na formação e na reversão de martensita induzida por deformação e na recristalização de aços inoxidáveis austeníticos do tipo 18% Cr - 9% Ni. Para o estudo foram escolhidos dois aços: um do tipo AISI 304L contendo teor de carbono baixo (%C = 0,021) e outro do tipo AISI 304 com teor de carbono mais alto (%C = 0,065). Os dois aços foram deformados a frio e recozidos em duas situações iniciais: com o carbono totalmente em solução sólida (após tratamento térmico de solubilização a 110 °C) e com o carbono praticamente todo precipitado na forma de (Cr,Fe)₂₃C₆ (após tratamento térmico de precipitação a 750 °C). O material com maior teor de carbono, em solução sólida ou precipitado, apresentou nas duas situações maior encruamento, menor propensão à formação de martensita induzida por deformação e maior resistência à recristalização. O carbono em solução sólida, em comparação com a condição precipitada, tornou o material mais propenso ao endurecimento por deformação, menos suscetível à formação de martensita e mais resistente à recristalização. A nucleação da recristalização ocorreu preferencialmente nas vizinhanças dos contornos de grão. Com base nos resultados de cinética de recristalização e testes de corrosão intergranular concluiu-se que temperaturas de recozimento usualmente recomendadas (1000 a 1120 °C) são em alguns casos desnecessariamente altas.

Palavras-chave

Aços inoxidáveis austeníticos, encruamento, recristalização

Aços inoxidáveis austeníticos, encruamento, recristalização

Como citar

Martins, Luis Fernando Maffeis; Padilha, Angelo Fernando. EFEITO DO CARBONO NA RECRISTALIZAÇÃO DOS AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS DO TIPO 18%Cr-9%Ni, p. 1159-1184. In: 51º Congresso anual, Porto Alegre, Brasil, 1996.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-51v2-135-160