ISSN 2594-5327
59º Congresso anual — Vol. 59 , num. 1 (2004)
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Resumo
O presente trabalho determina o comportamento de uma cromita brasileira (concentrado Jacurici) quanto à redução carbotérmica através de análise termogravimétrica em ensaios não-isotérmicos, utilizando diversos redutores sólidos, a saber: grafita, carvão vegetal e coque de petróleo. Os resultados dos ensaios mostraram que, a exemplo de resultados de trabalhos anteriores, a cromita começa a ser reduzida a cerca de 1350 ºC quando grafita. Usando carvão vegetal e coque de petróleo, a redução da cromita começa a cerca de 1250 ºC. A aplicação da solução de Coats e Redfern considerando o processo controlado por difusão na camada de produto resultou em energias de ativação aparentes de 285 kJ/mol, 327 kJ/mol e 460 kJ/mol, respectivamente para coque de petróleo, carvão vegetal e grafita. Tais diferenças devem estar ligadas à diferença de reatividade dos redutores. O valor da energia de ativação aparente obtida quando foi utilizada grafita como redutor foi muito semelhante a resultados anteriores utilizando ensaios isotérmicos, o que comprova novamente a aplicabilidade da abordagem não-isotérmica.
O presente trabalho determina o comportamento de uma cromita brasileira (concentrado Jacurici) quanto à redução carbotérmica através de análise termogravimétrica em ensaios não-isotérmicos, utilizando diversos redutores sólidos, a saber: grafita, carvão vegetal e coque de petróleo. Os resultados dos ensaios mostraram que, a exemplo de resultados de trabalhos anteriores, a cromita começa a ser reduzida a cerca de 1350 ºC quando grafita. Usando carvão vegetal e coque de petróleo, a redução da cromita começa a cerca de 1250 ºC. A aplicação da solução de Coats e Redfern considerando o processo controlado por difusão na camada de produto resultou em energias de ativação aparentes de 285 kJ/mol, 327 kJ/mol e 460 kJ/mol, respectivamente para coque de petróleo, carvão vegetal e grafita. Tais diferenças devem estar ligadas à diferença de reatividade dos redutores. O valor da energia de ativação aparente obtida quando foi utilizada grafita como redutor foi muito semelhante a resultados anteriores utilizando ensaios isotérmicos, o que comprova novamente a aplicabilidade da abordagem não-isotérmica.
Palavras-chave
Cromita, redução carbotérmica, cinética não-isotérmica.
Cromita, redução carbotérmica, cinética não-isotérmica.
Como citar
Neto, Flávio Beneduce; Takano, Cyro; Mourão, Marcelo Breda.
EFEITO DO TIPO DE REDUTOR NA REDUÇÃO DE FINOS DE CROMITA,
p. 4095-4104.
In: 59º Congresso anual,
São Paulo, Brasil,
2004.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-4316