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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

59º Congresso anual Vol. 59 , num. 1 (2004)


Título

EFEITOS DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA E DA TEMPERATURA DE TRANSFORMAÇÃO SOBRE O ENDURECIMENTO POR PRECIPITAÇÃO INTERFÁSICA EM AÇOS MICROLIGADOS

EFEITOS DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA E DA TEMPERATURA DE TRANSFORMAÇÃO SOBRE O ENDURECIMENTO POR PRECIPITAÇÃO INTERFÁSICA EM AÇOS MICROLIGADOS

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-3866

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Resumo

O endurecimento causado pela precipitação interfásica de carbonetos foi avaliado por medidas de microdureza feitas sobre grãos de ferrita, investigados em seis aços microligados comerciais processados como tiras a quente. Os limites de escoamento observados, que variaram entre 300 a 600 MPa, resultaram principalmente de diferenças existentes na composição química e na taxa de resfriamento anterior ao bobinamento. A parcela de endurecimento atribuída à precipitação interfásica pode ser pouco significativa nos aços microligados com baixa resistência mas pode atingir 100 MPa ou mais naqueles com melhores propriedades mecânicas. Um pico de microdureza adicional, que seria esperado para revelar a contribuição dada pela precipitação interfásica, foi encontrado em apenas dois dos aços que apresentaram limite de escoamento mais elevado. Tal comportamento pode sugerir que a precipitação interfásica tenha ocorrido em alguns grãos de ferrita, mas não em todos. As observações por microscopia eletrônica de transmissão que se seguiram mostram que, em geral, as distribuições de carbonetos são efetivamente heterogêneas, não somente entre os grãos de ferrita mas também dentro desses grãos. Consequentemente, o endurecimento causado pela precipitação interfásica mostrou ser bastante variável e difícil de ser determinado estatisticamente.

 

O endurecimento causado pela precipitação interfásica de carbonetos foi avaliado por medidas de microdureza feitas sobre grãos de ferrita, investigados em seis aços microligados comerciais processados como tiras a quente. Os limites de escoamento observados, que variaram entre 300 a 600 MPa, resultaram principalmente de diferenças existentes na composição química e na taxa de resfriamento anterior ao bobinamento. A parcela de endurecimento atribuída à precipitação interfásica pode ser pouco significativa nos aços microligados com baixa resistência mas pode atingir 100 MPa ou mais naqueles com melhores propriedades mecânicas. Um pico de microdureza adicional, que seria esperado para revelar a contribuição dada pela precipitação interfásica, foi encontrado em apenas dois dos aços que apresentaram limite de escoamento mais elevado. Tal comportamento pode sugerir que a precipitação interfásica tenha ocorrido em alguns grãos de ferrita, mas não em todos. As observações por microscopia eletrônica de transmissão que se seguiram mostram que, em geral, as distribuições de carbonetos são efetivamente heterogêneas, não somente entre os grãos de ferrita mas também dentro desses grãos. Consequentemente, o endurecimento causado pela precipitação interfásica mostrou ser bastante variável e difícil de ser determinado estatisticamente.

Palavras-chave

aços microligados, precipitação interfásica, microscopia eletrônica de transmissão

aços microligados, precipitação interfásica, microscopia eletrônica de transmissão

Como citar

Gallego, Juno; Morales, Eduardo Valencia; Campos, Sandro da Silva; Kestenbach, HansJürgen. EFEITOS DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA E DA TEMPERATURA DE TRANSFORMAÇÃO SOBRE O ENDURECIMENTO POR PRECIPITAÇÃO INTERFÁSICA EM AÇOS MICROLIGADOS, p. 1706-1715. In: 59º Congresso anual, São Paulo, Brasil, 2004.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-3866