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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

57º Congresso anual Vol. 57 , num. 1 (2002)


Título

Estudo da Dessulfuração da Pasta de Bateria Automotiva Visando a Reciclagem de Chumbo

Estudo da Dessulfuração da Pasta de Bateria Automotiva Visando a Reciclagem de Chumbo

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-C01408

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Resumo

O chumbo pode ser reciclado seguidas vezes, obtendo-se um metal secundário similar ao metal primário. Mundialmente, o percentual de reciclagem de chumbo está em torno de 60%. No setor específico de baterias automotivas este percentual aproxima-se de 95%. No Brasil, este valor oscila entre 70% e 80%. No presente trabalho são apresentados os resultados obtidos na etapa de dessulfuração da pasta residual, via lixiviação com carbonato de sódio (Na₂CO₃), visando a recuperação do chumbo de sucata de baterias automotivas, como rota alternativa aos processos convencionais. Uma típica sucata de bateria automotiva contém aproximadamente 32% Pb, 3% PbO, 17% PbO₂ e 36% PbSO₄, além de plásticos e componentes ácidos. A média de massa da pasta residual de uma bateria usada é de 6kg, onde 19% é PbO₂, 60% PbSO₄ e 21% Pb. A presença de grandes quantidades de sulfato de chumbo (PbSO₄) gera vapores de dióxido de enxofre (SO₂) e emissões de partículas de chumbo, durante as operações de fusão nos processos pirometalúrgicos, causando graves problemas ambientais. As variáveis estudadas foram a temperatura de lixiviação (25, 45 e 60°C), a concentração de carbonato de sódio (0,05, 0,1, 0,25, 0,5 e 1,0 M) e o tempo de reação (10, 20, 30, 60, 90 e 120 minutos). Verificou-se que a concentração de carbonato exerce um efeito significativo na conversão de sulfato de chumbo. Nas melhores condições experimentais (45°C, 1,0M e 120 minutos) obteve-se mais de 90% de solubilização de sulfato e um produto (resíduo de lixiviação) contendo, aproximadamente, 95% de carbonato de chumbo (PbCO₃).

 

O chumbo pode ser reciclado seguidas vezes, obtendo-se um metal secundário similar ao metal primário. Mundialmente, o percentual de reciclagem de chumbo está em torno de 60%. No setor específico de baterias automotivas este percentual aproxima-se de 95%. No Brasil, este valor oscila entre 70% e 80%. No presente trabalho são apresentados os resultados obtidos na etapa de dessulfuração da pasta residual, via lixiviação com carbonato de sódio (Na₂CO₃), visando a recuperação do chumbo de sucata de baterias automotivas, como rota alternativa aos processos convencionais. Uma típica sucata de bateria automotiva contém aproximadamente 32% Pb, 3% PbO, 17% PbO₂ e 36% PbSO₄, além de plásticos e componentes ácidos. A média de massa da pasta residual de uma bateria usada é de 6kg, onde 19% é PbO₂, 60% PbSO₄ e 21% Pb. A presença de grandes quantidades de sulfato de chumbo (PbSO₄) gera vapores de dióxido de enxofre (SO₂) e emissões de partículas de chumbo, durante as operações de fusão nos processos pirometalúrgicos, causando graves problemas ambientais. As variáveis estudadas foram a temperatura de lixiviação (25, 45 e 60°C), a concentração de carbonato de sódio (0,05, 0,1, 0,25, 0,5 e 1,0 M) e o tempo de reação (10, 20, 30, 60, 90 e 120 minutos). Verificou-se que a concentração de carbonato exerce um efeito significativo na conversão de sulfato de chumbo. Nas melhores condições experimentais (45°C, 1,0M e 120 minutos) obteve-se mais de 90% de solubilização de sulfato e um produto (resíduo de lixiviação) contendo, aproximadamente, 95% de carbonato de chumbo (PbCO₃).

Palavras-chave

chumbo, bateria automotiva, dessulfuração

chumbo, bateria automotiva, dessulfuração

Como citar

Araújo, Ramon Veras Veloso de; Trindade, Roberto de Barros Emery. Estudo da Dessulfuração da Pasta de Bateria Automotiva Visando a Reciclagem de Chumbo, p. 780-789. In: 57º Congresso anual, São Paulo, Brasil, 2002.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C01408