ISSN 2594-5327
51º Congresso anual — Vol. 51 , num. 1 (1996)
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Resumo
Este trabalho tem como objetivo estudar o efeito da pré-deformação sobre o comportamento em fadiga do aço inoxidável austenítico AISI 316L. Corpos-de-prova do material como recebido e pré-deformado de 2% e 15% foram submetidos a ensaios de fadiga por flexão rotativa, para a determinação da vida em fadiga e para análise dos parâmetros geométricos das bandas de deslizamento persistentes através de métodos da metalografia quantitativa. Empregou-se principalmente a microscopia eletrônica de varredura para analisar, em corpos-de-prova previamente polidos, parâmetros geométricos, tais como: o espaçamento entre as bandas, a largura destas e a fração volumétrica dos grãos ocupada por elas. Os dados experimentais mostraram um aumento da vida em fadiga no material pré-deformado em relação ao como recebido, sendo a vida em fadiga diretamente proporcional ao grau de encruamento. Isto resulta de uma melhor distribuição de deformações e tensões ao longo da superfície do material e de uma redução das tensões intergranulares. Os resultados observados são analisados à luz dos micromecanismos de deformação plástica e dos diferentes sistemas de deslizamento que operam dentro dos grãos.
Este trabalho tem como objetivo estudar o efeito da pré-deformação sobre o comportamento em fadiga do aço inoxidável austenítico AISI 316L. Corpos-de-prova do material como recebido e pré-deformado de 2% e 15% foram submetidos a ensaios de fadiga por flexão rotativa, para a determinação da vida em fadiga e para análise dos parâmetros geométricos das bandas de deslizamento persistentes através de métodos da metalografia quantitativa. Empregou-se principalmente a microscopia eletrônica de varredura para analisar, em corpos-de-prova previamente polidos, parâmetros geométricos, tais como: o espaçamento entre as bandas, a largura destas e a fração volumétrica dos grãos ocupada por elas. Os dados experimentais mostraram um aumento da vida em fadiga no material pré-deformado em relação ao como recebido, sendo a vida em fadiga diretamente proporcional ao grau de encruamento. Isto resulta de uma melhor distribuição de deformações e tensões ao longo da superfície do material e de uma redução das tensões intergranulares. Os resultados observados são analisados à luz dos micromecanismos de deformação plástica e dos diferentes sistemas de deslizamento que operam dentro dos grãos.
Palavras-chave
fadiga, aço inoxidável, bandas de deslizamento persistente
fadiga, aço inoxidável, bandas de deslizamento persistente
Como citar
Bueno, Daisy Potengy; Lopes, Luiz Carlos Rolim.
ESTUDO DO COMPORTAMENTO CÍCLICO DO AÇO AISI 316L ATRAVÉS DA ANÁLISE DOS PARÂMETROS DAS BANDAS DE DESLIZAMENTO PERSISTENTE,
p. 1473-1490.
In: 51º Congresso anual,
Porto Alegre, Brasil,
1996.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-51v2-449-466