ISSN 2594-5327
51º Congresso anual — Vol. 51 , num. 1 (1996)
Título
DOI
Downloads
Resumo
O objetivo do trabalho apresentado foi o estudo da integridade e da compatibilidade de latas de alumínio com os materiais de embalagens, quando submetidos a condições de umidade. Métodos para minimizar a degradação destes recipientes foram também analisados. Para tal, foi desenvolvida uma matriz de testes onde as latas eram colocadas em contato com os papéis de embalagens úmidos sob várias condições. Vários tipos de embalagens, revestimentos, soluções de inibidores e soluções de Na₂SO₄ e NaCl foram testados. As embalagens testadas foram analisadas através de um “teste de polpa”. Os resultados mostram que o uso de revestimentos não metálicos nas embalagens não diminui significativamente a corrosão dos recipientes. Por outro lado, bons resultados foram obtidos com alguns inibidores. Foi também observado que adições de Na₂SO₄ e NaCl aumentam a corrosão e que estes íons estão presentes, em concentrações consideráveis, nas embalagens testadas. Conclui-se que a corrosão das latas pode ser atribuída à atividade da célula de concentração diferencial formada quando as latas estão em contato com as embalagens; isto combinado com a ação dos contaminantes solúveis do material de embalagem, que provocam a quebra da passividade do alumínio e aumentam a condutividade da água.
O objetivo do trabalho apresentado foi o estudo da integridade e da compatibilidade de latas de alumínio com os materiais de embalagens, quando submetidos a condições de umidade. Métodos para minimizar a degradação destes recipientes foram também analisados. Para tal, foi desenvolvida uma matriz de testes onde as latas eram colocadas em contato com os papéis de embalagens úmidos sob várias condições. Vários tipos de embalagens, revestimentos, soluções de inibidores e soluções de Na₂SO₄ e NaCl foram testados. As embalagens testadas foram analisadas através de um “teste de polpa”. Os resultados mostram que o uso de revestimentos não metálicos nas embalagens não diminui significativamente a corrosão dos recipientes. Por outro lado, bons resultados foram obtidos com alguns inibidores. Foi também observado que adições de Na₂SO₄ e NaCl aumentam a corrosão e que estes íons estão presentes, em concentrações consideráveis, nas embalagens testadas. Conclui-se que a corrosão das latas pode ser atribuída à atividade da célula de concentração diferencial formada quando as latas estão em contato com as embalagens; isto combinado com a ação dos contaminantes solúveis do material de embalagem, que provocam a quebra da passividade do alumínio e aumentam a condutividade da água.
Palavras-chave
Corrosão em alumínio, corrosão sob contato, célula de concentração diferencial
Corrosão em alumínio, corrosão sob contato, célula de concentração diferencial
Como citar
Castro, Maria das Mercês Reis de; Natalie, Charles A..
ESTUDO E CONTROLE DA CORROSÃO SOB CONTATO ("CREVICE CORROSION") EM LATAS DE ALUMÍNIO,
p. 2196-2213.
In: 51º Congresso anual,
Porto Alegre, Brasil,
1996.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-51v3-625-642