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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

59º Congresso anual Vol. 59 , num. 1 (2004)


Título

ESTUDO ELETROQUÍMICO E MICROESTRUTURAL DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO RESISTENTE AO CALOR COM ADIÇÃO DE 2% DE NIÓBIO

ESTUDO ELETROQUÍMICO E MICROESTRUTURAL DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO RESISTENTE AO CALOR COM ADIÇÃO DE 2% DE NIÓBIO

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-3879

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Resumo

O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos da adição de nióbio no aço inoxidável austenítico usado pela Companhia Vale do Rio Doce como barras de grelha em fornos de pelotização. Dois aços inoxidáveis austeníticos fundidos resistentes ao calor com 20% Cr, 16% Ni e 0,3% C foram caracterizados eletroquímica e estruturalmente com o propósito de entender suas diferenças em virtude da presença de nióbio. Somente uma das ligas possuía nióbio em sua composição química. As análises mostraram que a adição de nióbio mudou a composição dos carbonetos presentes na microestrutura. O nióbio, quando presente na composição química, propiciou a formação de carbonetos eutéticos NbC e Cr₂₃C₆ ao invés de majoritariamente carbonetos de cromo Cr₇C₃, comumente formado neste tipo de liga. Também foi possível observar a presença da fase de Laves Fe₂Nb na microestrutura do aço com adição de nióbio, que contribuiu para um aumento da resistência mecânica do material. Portanto, a adição de nióbio mudou as fases presentes no aço inoxidável austenítico e estabilizou a microestrutura dos aços estudados, mantendo o cromo em solução sólida. Por outro lado, a adição de nióbio deixou os aços vulneráveis à corrosão intergranular e por pitting quando polarizado em soluções aquosa

 

O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos da adição de nióbio no aço inoxidável austenítico usado pela Companhia Vale do Rio Doce como barras de grelha em fornos de pelotização. Dois aços inoxidáveis austeníticos fundidos resistentes ao calor com 20% Cr, 16% Ni e 0,3% C foram caracterizados eletroquímica e estruturalmente com o propósito de entender suas diferenças em virtude da presença de nióbio. Somente uma das ligas possuía nióbio em sua composição química. As análises mostraram que a adição de nióbio mudou a composição dos carbonetos presentes na microestrutura. O nióbio, quando presente na composição química, propiciou a formação de carbonetos eutéticos NbC e Cr₂₃C₆ ao invés de majoritariamente carbonetos de cromo Cr₇C₃, comumente formado neste tipo de liga. Também foi possível observar a presença da fase de Laves Fe₂Nb na microestrutura do aço com adição de nióbio, que contribuiu para um aumento da resistência mecânica do material. Portanto, a adição de nióbio mudou as fases presentes no aço inoxidável austenítico e estabilizou a microestrutura dos aços estudados, mantendo o cromo em solução sólida. Por outro lado, a adição de nióbio deixou os aços vulneráveis à corrosão intergranular e por pitting quando polarizado em soluções aquosa

Palavras-chave

austenítico, corrosão, nióbio

austenítico, corrosão, nióbio

Como citar

Pinto, Flávio Antônio de MoraisMarcos; Freitas, Marcos Benedito José Geraldo de; Vilches, Thábita Thiciana Bastos; Doellinger, Thiago Marchezi. ESTUDO ELETROQUÍMICO E MICROESTRUTURAL DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO RESISTENTE AO CALOR COM ADIÇÃO DE 2% DE NIÓBIO, p. 1795-1804. In: 59º Congresso anual, São Paulo, Brasil, 2004.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-3879