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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

53º Congresso anual Vol. 53 , num. 1 (1998)


Título

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA METODOLOGIA DO PROJETO ESTRUTURAL

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA METODOLOGIA DO PROJETO ESTRUTURAL

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-C00467

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Resumo

O processo evolutivo da metodologia do projeto estrutural passou por vários estágios. Observando-se aspectos históricos, ordenou-se o processo evolutivo em cinco estágios. Discute-se os conceitos e as limitações características de cada um dos estágios. Os primeiros projetos baseavam-se no método da tentativa e erro. O projeto quantitativo só se tornou possível com o desenvolvimento dos conceitos de tensão e deformação, e a incorporação destes na teoria matemática da elasticidade. O prolongamento lógico do 2º estágio foi a incorporação do efeito da concentração de tensões. Na década de 40 surgiu a mecânica da fratura. Na sua forma mais básica, a mecânica da fratura é empregada para determinar a relação crítica entre o comprimento de trinca e carga aplicada. Entretanto, atualmente, a mecânica da fratura não se limita apenas a determinar a combinação crítica trinca/carga para fratura instável. Ela pode também ser aplicada para determinar a taxa de crescimento de uma trinca de tamanho benigno até uma condição crítica (5º estágio). Trata-se do reconhecimento de que a presença de uma trinca pode não comprometer o desempenho de uma estrutura de engenharia. Procura-se sugerir que a metodologia do quinto estágio não elimina as que as antecedem, mas as ultrapassa. Os vários estágios refletem a evolução do raciocínio de projeto e, consequentemente, os anteriores têm se tornado obsoletos. É necessário que o engenheiro evolua no caráter geral de desenvolvimento de ferramentas filosóficas e de processos novos, sem se limitar às aplicações práticas requerem a utilização de tais ferramentas. Cada caso requer um tratamento específico, e sempre existem situações de uma natureza singular onde podem ser adequadamente aplicadas.

 

O processo evolutivo da metodologia do projeto estrutural passou por vários estágios. Observando-se aspectos históricos, ordenou-se o processo evolutivo em cinco estágios. Discute-se os conceitos e as limitações características de cada um dos estágios. Os primeiros projetos baseavam-se no método da tentativa e erro. O projeto quantitativo só se tornou possível com o desenvolvimento dos conceitos de tensão e deformação, e a incorporação destes na teoria matemática da elasticidade. O prolongamento lógico do 2º estágio foi a incorporação do efeito da concentração de tensões. Na década de 40 surgiu a mecânica da fratura. Na sua forma mais básica, a mecânica da fratura é empregada para determinar a relação crítica entre o comprimento de trinca e carga aplicada. Entretanto, atualmente, a mecânica da fratura não se limita apenas a determinar a combinação crítica trinca/carga para fratura instável. Ela pode também ser aplicada para determinar a taxa de crescimento de uma trinca de tamanho benigno até uma condição crítica (5º estágio). Trata-se do reconhecimento de que a presença de uma trinca pode não comprometer o desempenho de uma estrutura de engenharia. Procura-se sugerir que a metodologia do quinto estágio não elimina as que as antecedem, mas as ultrapassa. Os vários estágios refletem a evolução do raciocínio de projeto e, consequentemente, os anteriores têm se tornado obsoletos. É necessário que o engenheiro evolua no caráter geral de desenvolvimento de ferramentas filosóficas e de processos novos, sem se limitar às aplicações práticas requerem a utilização de tais ferramentas. Cada caso requer um tratamento específico, e sempre existem situações de uma natureza singular onde podem ser adequadamente aplicadas.

Palavras-chave

metodologia de projeto, resistência dos materiais, mecânica da fratura, projeto estrutural, evolução histórica

metodologia de projeto, resistência dos materiais, mecânica da fratura, projeto estrutural, evolução histórica

Como citar

Tokimatsu, Ruis Camargo; Yamakami, Wyser Jose; Ferreira, Itamar. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA METODOLOGIA DO PROJETO ESTRUTURAL, p. 1746-1760. In: 53º Congresso anual, Belo Horizonte, Brasil, 1998.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00467