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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

50º Congresso anual Vol. 50 , num. 1 (1995)


Título

FATORES DE MATERIAL E PROCESSO QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO ANORMAL DE GRÃOS NOS AÇOS PARA CEMENTAÇÃO DIN 20 MnCr 5 e 25 MoCr 4

FATORES DE MATERIAL E PROCESSO QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO ANORMAL DE GRÃOS NOS AÇOS PARA CEMENTAÇÃO DIN 20 MnCr 5 e 25 MoCr 4

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-50v2-237-258

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Resumo

O presente trabalho analisa as diversas variáveis que podem influenciar o crescimento anormal de grãos em aços acalmados ao alumínio para cementação, submetidos ao tratamento de cementação com têmpera direta. Verificou-se que a adição de nióbio em teores de 0,03% é extremamente benéfica para se ter estabilidade de grão fino durante o referido tratamento. Essa estabilidade foi conseguida até a temperatura de 1000°C. Aços sem adição de nióbio, no entanto, apresentaram crescimento anormal de grãos nas temperaturas mais altas, 930 e 1000°C. Para os aços com adição de nióbio, o comportamento permaneceu praticamente o mesmo, independente da velocidade de aquecimento na cementação e do tratamento térmico anterior. O mesmo não ocorreu para a corrida sem nióbio; nesta, observou-se que há uma maior propensão à ocorrência do fenômeno quanto maior a temperatura prévia de austenitização. A velocidade de aquecimento não influenciou decisivamente na presença do crescimento anormal de grãos. A inibição do crescimento anormal de grãos se dá pela presença de um tamanho reduzido de partículas de AlN e Nb(C,N) e frações volumétricas relativamente altas. O crescimento anormal de grãos, por sua vez, está relacionado com a presença de uma distribuição larga de tamanhos de grão, um tamanho de partículas maior e uma fração volumétrica menor.

 

O presente trabalho analisa as diversas variáveis que podem influenciar o crescimento anormal de grãos em aços acalmados ao alumínio para cementação, submetidos ao tratamento de cementação com têmpera direta. Verificou-se que a adição de nióbio em teores de 0,03% é extremamente benéfica para se ter estabilidade de grão fino durante o referido tratamento. Essa estabilidade foi conseguida até a temperatura de 1000°C. Aços sem adição de nióbio, no entanto, apresentaram crescimento anormal de grãos nas temperaturas mais altas, 930 e 1000°C. Para os aços com adição de nióbio, o comportamento permaneceu praticamente o mesmo, independente da velocidade de aquecimento na cementação e do tratamento térmico anterior. O mesmo não ocorreu para a corrida sem nióbio; nesta, observou-se que há uma maior propensão à ocorrência do fenômeno quanto maior a temperatura prévia de austenitização. A velocidade de aquecimento não influenciou decisivamente na presença do crescimento anormal de grãos. A inibição do crescimento anormal de grãos se dá pela presença de um tamanho reduzido de partículas de AlN e Nb(C,N) e frações volumétricas relativamente altas. O crescimento anormal de grãos, por sua vez, está relacionado com a presença de uma distribuição larga de tamanhos de grão, um tamanho de partículas maior e uma fração volumétrica menor.

Palavras-chave

crescimento anormal de grãos, aços para cementação, partículas de segunda fase

crescimento anormal de grãos, aços para cementação, partículas de segunda fase

Como citar

Dutra, Júlio César; Cavallante, Ferdinando Luiz. FATORES DE MATERIAL E PROCESSO QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO ANORMAL DE GRÃOS NOS AÇOS PARA CEMENTAÇÃO DIN 20 MnCr 5 e 25 MoCr 4, p. 765-786. In: 50º Congresso anual, São Pedro-SP, Brasil, 1995.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-50v2-237-258