ISSN 2594-5327
53º Congresso anual — Vol. 53 , num. 1 (1998)
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Resumo
Muitos critérios têm sido empregados para descrever e classificar os vários tipos de fraturas decorrentes de ensaios em laboratório e condições reais em serviço. Como esses critérios são baseados em requisitos com origens completamente distintas, é comum haver muita confusão. Isto ocorre principalmente devido à tendência de se associar a deformação plástica macroscópica com a fratura. Ou seja, devido à tendência de se classificar as fraturas segundo a base dual dúctil-frágil. A palavra frágil está associada a uma deformação plástica mínima, enquanto que a palavra dúctil possui uma conotação de grande deformação plástica. Exceto, nos casos extremos, onde os dois tipos de falha são perfeitamente discerníveis, não há uma distinção perfeita entre as fraturas dúcteis e frágeis. Os metais podem fraturar por mecanismos que podem ser classificados basicamente em frágeis, ou numa deformação plástica relativamente grande. Da mesma forma, é também possível ocorrer uma deformação macroscópica desprezível em um metal que fratura por um micromecanismo dúctil — por exemplo, microvazios. De acontecimentos similares surgiu a dificuldade na definição da classificação baseada em um único critério. Como os critérios possuem origens distintas, é comum ocorrer de uma fratura ser classificada como dúctil por um determinado critério e, concomitantemente, como frágil por outro. Portanto, é importante ter claro e definir, infelizmente, não existe um critério universalmente aceito para classificar os vários tipos de fratura. Assim, para evitar confusões, é importante especificar claramente qual o critério está sendo empregado para classificar a fratura.
Muitos critérios têm sido empregados para descrever e classificar os vários tipos de fraturas decorrentes de ensaios em laboratório e condições reais em serviço. Como esses critérios são baseados em requisitos com origens completamente distintas, é comum haver muita confusão. Isto ocorre principalmente devido à tendência de se associar a deformação plástica macroscópica com a fratura. Ou seja, devido à tendência de se classificar as fraturas segundo a base dual dúctil-frágil. A palavra frágil está associada a uma deformação plástica mínima, enquanto que a palavra dúctil possui uma conotação de grande deformação plástica. Exceto, nos casos extremos, onde os dois tipos de falha são perfeitamente discerníveis, não há uma distinção perfeita entre as fraturas dúcteis e frágeis. Os metais podem fraturar por mecanismos que podem ser classificados basicamente em frágeis, ou numa deformação plástica relativamente grande. Da mesma forma, é também possível ocorrer uma deformação macroscópica desprezível em um metal que fratura por um micromecanismo dúctil — por exemplo, microvazios. De acontecimentos similares surgiu a dificuldade na definição da classificação baseada em um único critério. Como os critérios possuem origens distintas, é comum ocorrer de uma fratura ser classificada como dúctil por um determinado critério e, concomitantemente, como frágil por outro. Portanto, é importante ter claro e definir, infelizmente, não existe um critério universalmente aceito para classificar os vários tipos de fratura. Assim, para evitar confusões, é importante especificar claramente qual o critério está sendo empregado para classificar a fratura.
Palavras-chave
Classificação de fraturas, fratura dúctil, fratura frágil, critérios de fratura, deformação plástica
Classificação de fraturas, fratura dúctil, fratura frágil, critérios de fratura, deformação plástica
Como citar
Tokimatsu, Ruís Camargo; Sokei, Celso Riyoitisi; Ferreira, Itamar.
INCONVENIENTES E CONFUSÕES DECORRENTES DA CLASSIFICAÇÃO DE FRATURAS SEGUNDO A BASE DUAL DÚCTIL–FRÁGIL,
p. 1761-1775.
In: 53º Congresso anual,
Belo Horizonte, Brasil,
1998.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00468