ISSN 2594-5327
56º Congresso anual — Vol. 56 , num. 1 (2001)
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Resumo
Estudou-se o efeito de deformações cíclicas de dobramento sobre as temperaturas de transformação martensítica e reversa de fios de 0,8 mm de diâmetro de uma liga Ni-Ti superelástica. O material foi caracterizado por difratometria de raios-X, microscopia eletrônica de varredura, microsondagem eletrônica e ensaios de microdureza Vickers. As deformações cíclicas foram aplicadas fazendo girar os fios no interior de um tubo guia de aço, previamente encurvado para proporcionar uma amplitude máxima de deformação em tração de 1,1% na superfície dos mesmos. Os fios foram inicialmente ensaiados até se romperem por fadiga, para determinação do número médio de ciclos até a fratura. A seguir, amostras deformadas de ¼, ½ e ¾ deste número de ciclos foram preparadas e analisadas pelas técnicas mencionadas, tendo sido observado apenas um pequeno aumento na dureza dos fios submetidos à deformação cíclica. As temperaturas de transformação dos fios antes e após as deformações cíclicas foram determinadas por calorimetria exploratória diferencial, mas nenhuma mudança significativa foi observada. Isto se deve possivelmente à pequena deformação utilizada nos ensaios, que pode ter gerado uma quantidade de deslocações na austenita suficiente apenas para provocar um aumento de dureza, sem entretanto influenciar as temperaturas de transformação do material.
Estudou-se o efeito de deformações cíclicas de dobramento sobre as temperaturas de transformação martensítica e reversa de fios de 0,8 mm de diâmetro de uma liga Ni-Ti superelástica. O material foi caracterizado por difratometria de raios-X, microscopia eletrônica de varredura, microsondagem eletrônica e ensaios de microdureza Vickers. As deformações cíclicas foram aplicadas fazendo girar os fios no interior de um tubo guia de aço, previamente encurvado para proporcionar uma amplitude máxima de deformação em tração de 1,1% na superfície dos mesmos. Os fios foram inicialmente ensaiados até se romperem por fadiga, para determinação do número médio de ciclos até a fratura. A seguir, amostras deformadas de ¼, ½ e ¾ deste número de ciclos foram preparadas e analisadas pelas técnicas mencionadas, tendo sido observado apenas um pequeno aumento na dureza dos fios submetidos à deformação cíclica. As temperaturas de transformação dos fios antes e após as deformações cíclicas foram determinadas por calorimetria exploratória diferencial, mas nenhuma mudança significativa foi observada. Isto se deve possivelmente à pequena deformação utilizada nos ensaios, que pode ter gerado uma quantidade de deslocações na austenita suficiente apenas para provocar um aumento de dureza, sem entretanto influenciar as temperaturas de transformação do material.
Palavras-chave
superelasticidade, fadiga, ligas Ni-Ti, transformação martensítica, deformação cíclica
superelasticidade, fadiga, ligas Ni-Ti, transformação martensítica, deformação cíclica
Como citar
Dias, Rogério Fonseca; Buono, Vicente Tadeu Lopes.
INFLUÊNCIA DA DEFORMAÇÃO CÍCLICA NAS TEMPERATURAS DE TRANSFORMAÇÃO DE UMA LIGA Ni-Ti SUPERELÁSTICA,
p. 1850-1858.
In: 56º Congresso anual,
Belo Horizonte, Brasil,
2001.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C01264