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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

55º Congresso anual Vol. 55 , num. 1 (2000)


Título

MODELOS MATEMÁTICOS PARA MONITORAMENTO DO PROCESSO DE INJEÇÃO DE CARVÃO NOS ALTOS-FORNOS

MODELOS MATEMÁTICOS PARA MONITORAMENTO DO PROCESSO DE INJEÇÃO DE CARVÃO NOS ALTOS-FORNOS

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-C00815

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Resumo

Uma alternativa para a redução de custos de produção de gusa é a injeção de carvão pulverizado pelas ventaneiras do alto-forno. Como regra geral, tem-se buscado maximizar a taxa de injeção de carvão para reduzir mais fortemente o consumo de coque no processo. Contudo, existem certos limites que devem ser obedecidos quando se procura otimizar economicamente o processo. Se, por exemplo, a taxa de substituição se reduz muito fortemente com o aumento da taxa de injeção, a tendência é de se ter um consumo total de combustíveis elevado, o que afeta o custo do gusa. Em alguns casos, reduções na taxa de injeção permitirão inclusive a recomposição da taxa de substituição, conduzindo o processo a uma condição economicamente mais favorável, com menor custo do gusa. Por outro lado, a elevação da taxa de injeção pode provocar degradação nas condições de permeabilidade do leito, restringindo a produtividade do processo. Como se deseja atingir taxas mais elevadas de injeção e alta produtividade, necessita-se despender esforços no sentido de adequação do processo a esta realidade. Desse modo, a taxa de injeção ideal que minimiza o custo de gusa, que é o principal fator que se procura otimizar quando se injeta carvão, depende de diversos fatores e deverá ser diferenciada para cada alto-forno. Nesse contexto, foram desenvolvidos alguns modelos matemáticos para assessorar a operação do alto-forno, de forma a indicar as condições de injeção de carvão que otimizam economicamente o processo. Apresenta-se, nesse trabalho, a base desses modelos e exemplos de sua utilização na operação dos Altos-Fornos da Usiminas, visando ao melhor controle do processo nessas condições.

 

Uma alternativa para a redução de custos de produção de gusa é a injeção de carvão pulverizado pelas ventaneiras do alto-forno. Como regra geral, tem-se buscado maximizar a taxa de injeção de carvão para reduzir mais fortemente o consumo de coque no processo. Contudo, existem certos limites que devem ser obedecidos quando se procura otimizar economicamente o processo. Se, por exemplo, a taxa de substituição se reduz muito fortemente com o aumento da taxa de injeção, a tendência é de se ter um consumo total de combustíveis elevado, o que afeta o custo do gusa. Em alguns casos, reduções na taxa de injeção permitirão inclusive a recomposição da taxa de substituição, conduzindo o processo a uma condição economicamente mais favorável, com menor custo do gusa. Por outro lado, a elevação da taxa de injeção pode provocar degradação nas condições de permeabilidade do leito, restringindo a produtividade do processo. Como se deseja atingir taxas mais elevadas de injeção e alta produtividade, necessita-se despender esforços no sentido de adequação do processo a esta realidade. Desse modo, a taxa de injeção ideal que minimiza o custo de gusa, que é o principal fator que se procura otimizar quando se injeta carvão, depende de diversos fatores e deverá ser diferenciada para cada alto-forno. Nesse contexto, foram desenvolvidos alguns modelos matemáticos para assessorar a operação do alto-forno, de forma a indicar as condições de injeção de carvão que otimizam economicamente o processo. Apresenta-se, nesse trabalho, a base desses modelos e exemplos de sua utilização na operação dos Altos-Fornos da Usiminas, visando ao melhor controle do processo nessas condições.

Palavras-chave

alto-forno, injeção, produtividade, carvão pulverizado, modelos matemáticos

alto-forno, injeção, produtividade, carvão pulverizado, modelos matemáticos

Como citar

Carneiro, Rogério Tales Silva; Pinto, Antônio Alberto Moreira; Castro, Luiz Fernando Andrade de; Tavares, Roberto Parreiras. MODELOS MATEMÁTICOS PARA MONITORAMENTO DO PROCESSO DE INJEÇÃO DE CARVÃO NOS ALTOS-FORNOS, p. 717-729. In: 55º Congresso anual, Rio de Janeiro, Brasil, 2000.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00815