ISSN 2594-5327
59º Congresso anual — Vol. 59 , num. 1 (2004)
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Resumo
A quantificação do desgaste em ensaios tribológicos é muitas das vezes comprometida, quando a perda de massa é muito pequena, ou seja, não mensurável por gravimetria interrompida. Em ensaios realizados em peças metálicas a altas temperaturas, principalmente ferrosas, a reação com o oxigênio pode levar ao ganho de massa durante determinados ensaios. Além disso, no caso de materiais porosos, fragmentos de desgaste podem ser acumulados nos poros, interferindo nas medidas de perda de massa. Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar uma nova metodologia de medição de volume de desgaste, superando assim, essas dificuldades. Para isto, foram realizados ensaios de microabrasão em amostras do aço VC3. Nesses ensaios, foram mantidos constantes a carga, o diâmetro da esfera, o material da esfera e o tipo de abrasivo. Os tempos de ensaio foram de 1, 3, 5, 7 e 9 minutos. Os diâmetros das calotas foram medidos através de microscopia eletrônica de varredura e interferometria laser. Para estes métodos de medição, o volume removido foi calculado através de relações geométricas. O volume de desgaste foi calculado também através de programas comerciais e de uma rotina computacional proposta no presente trabalho. Foram feitas comparações entre as metodologias, e pôde-se verificar que a rotina computacional proposta mostrou-se eficaz na determinação do volume de desgaste. A dispersão de resultados apresentada pela metodologia proposta foi inferior ao observado em programas comerciais. Verificou-se também na comparação entre o volume obtido através de relações geométricas e cálculo de volume pela rotina computacional proposta, que os erros de medição foram pequenos, ficando abaixo de 3% de erro.
A quantificação do desgaste em ensaios tribológicos é muitas das vezes comprometida, quando a perda de massa é muito pequena, ou seja, não mensurável por gravimetria interrompida. Em ensaios realizados em peças metálicas a altas temperaturas, principalmente ferrosas, a reação com o oxigênio pode levar ao ganho de massa durante determinados ensaios. Além disso, no caso de materiais porosos, fragmentos de desgaste podem ser acumulados nos poros, interferindo nas medidas de perda de massa. Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar uma nova metodologia de medição de volume de desgaste, superando assim, essas dificuldades. Para isto, foram realizados ensaios de microabrasão em amostras do aço VC3. Nesses ensaios, foram mantidos constantes a carga, o diâmetro da esfera, o material da esfera e o tipo de abrasivo. Os tempos de ensaio foram de 1, 3, 5, 7 e 9 minutos. Os diâmetros das calotas foram medidos através de microscopia eletrônica de varredura e interferometria laser. Para estes métodos de medição, o volume removido foi calculado através de relações geométricas. O volume de desgaste foi calculado também através de programas comerciais e de uma rotina computacional proposta no presente trabalho. Foram feitas comparações entre as metodologias, e pôde-se verificar que a rotina computacional proposta mostrou-se eficaz na determinação do volume de desgaste. A dispersão de resultados apresentada pela metodologia proposta foi inferior ao observado em programas comerciais. Verificou-se também na comparação entre o volume obtido através de relações geométricas e cálculo de volume pela rotina computacional proposta, que os erros de medição foram pequenos, ficando abaixo de 3% de erro.
Palavras-chave
desgaste, topografia de superfície, métodos numéricos
desgaste, topografia de superfície, métodos numéricos
Como citar
Jacomine, Leandro; Barcelos, Leandro David Pires; Milan, Júlio Cesar Giubilei; Franco, Sinésio Domingues; Mello, José Daniel Biasoli de.
QUANTIFICAÇÃO DA PERDA DE VOLUME EM DESGASTE VIA INTERFEROMETRIA LASER E ANÁLISE DE IMAGEM,
p. 3716-3725.
In: 59º Congresso anual,
São Paulo, Brasil,
2004.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-4240