ISSN 2594-5327
52º Congresso anual — Vol. 52 , num. 1 (1997)
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Resumo
A conscientização ambiental e os esforços para melhorar e conservar a qualidade de recursos hídricos poluídos pelo descarte de efluentes líquidos industriais sem tratamento prévio, tem levado à necessidade de se quantificar o impacto causado por tal procedimento. Com este objetivo, a recuperação do leito de sedimentos de corpos d’água naturais ou de bacias de armazenamento de rejeitos líquidos, contaminados com espécies metálicas, foi simulada através de um modelo matemático idealizado. Os resultados das simulações indicam que a recuperação de sedimentos, mesmo sem reciclagem dos contaminantes no meio aquático, pode levar um tempo muito longo (séculos). O tempo de recuperação diminui com o decréscimo do coeficiente de partição das espécies entre os sólidos e a fase aquosa e com o aumento do fluxo das espécies através da interface sedimento-água. A remoção das espécies metálicas do efluente descartado pode não reduzir significativamente suas concentrações na fase aquosa/transbordo, em um corpo d’água previamente contaminado, devido ao fluxo dos poluentes advindo do leito de sedimentos.
A conscientização ambiental e os esforços para melhorar e conservar a qualidade de recursos hídricos poluídos pelo descarte de efluentes líquidos industriais sem tratamento prévio, tem levado à necessidade de se quantificar o impacto causado por tal procedimento. Com este objetivo, a recuperação do leito de sedimentos de corpos d’água naturais ou de bacias de armazenamento de rejeitos líquidos, contaminados com espécies metálicas, foi simulada através de um modelo matemático idealizado. Os resultados das simulações indicam que a recuperação de sedimentos, mesmo sem reciclagem dos contaminantes no meio aquático, pode levar um tempo muito longo (séculos). O tempo de recuperação diminui com o decréscimo do coeficiente de partição das espécies entre os sólidos e a fase aquosa e com o aumento do fluxo das espécies através da interface sedimento-água. A remoção das espécies metálicas do efluente descartado pode não reduzir significativamente suas concentrações na fase aquosa/transbordo, em um corpo d’água previamente contaminado, devido ao fluxo dos poluentes advindo do leito de sedimentos.
Palavras-chave
Sedimentos aquáticos, tempo de recuperação, contaminação, metais, efluentes industriais
Sedimentos aquáticos, tempo de recuperação, contaminação, metais, efluentes industriais
Como citar
Espasandin, José Ferreiro; Carvalho, Roberto José de.
RECUPERAÇÃO DE SEDIMENTOS AQUÁTICOS CONTAMINADOS COM ESPÉCIES METÁLICAS,
p. 1575-1588.
In: 52º Congresso anual,
São Paulo, Brasil,
1997.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00100-1575-1588