ISSN 2594-5327
59º Congresso anual — Vol. 59 , num. 1 (2004)
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Resumo
A metalurgia do pó é a tecnologia utilizada para a produção do metal duro (WC-Co), o qual é amplamente utilizado em aplicações de ferramentas de corte, onde se requer elevada dureza e resistência ao desgaste aliado à alta tenacidade. Tradicionalmente as etapas térmicas na produção do metal duro, principalmente extração de ligantes, pré e sinterização, são realizadas em fornos resistivos a vácuo e com fluxo de gás. Em este trabalho se apresentam os resultados preliminares da utilização de uma técnica alternativa, usando uma DLA (descarga luminescente em regime anormal) de corrente contínua no reator de plasma, para a sinterização do metal duro (entre 1100 e 1420 ºC). Em trabalhos anteriores foram apresentados resultados sobre a utilização desta técnica para os processos de retirada de ligantes e de pré-sinterização. No processo de plasma, o cátodo é aquecido pelo bombardeamento iônico, e a transferência de calor para a amostra, colocada no ânodo da descarga elétrica, é obtida por radiação. Assim sendo, foi realizada a sinterização usando duas combinações diferentes de materiais como eletrodos, e estudada a través da evolução da microestrutura, da densificação e do teor de carbono. Estes mesmos parâmetros foram estudados na sinterização no forno resistivo para poder realizar uma comparação e avaliação da aplicação do plasma neste processo. Foi encontrado que quando usada a DLA no reator de plasma, acontece uma ativação da cinética de densificação, se comparado com a sinterização em forno resistivo. Provavelmente, esta ativação deve-se ao maior controle da atmosfera e à criação de filmes superficiais que evitam a excessiva perda de carbono do metal duro.
A metalurgia do pó é a tecnologia utilizada para a produção do metal duro (WC-Co), o qual é amplamente utilizado em aplicações de ferramentas de corte, onde se requer elevada dureza e resistência ao desgaste aliado à alta tenacidade. Tradicionalmente as etapas térmicas na produção do metal duro, principalmente extração de ligantes, pré e sinterização, são realizadas em fornos resistivos a vácuo e com fluxo de gás. Em este trabalho se apresentam os resultados preliminares da utilização de uma técnica alternativa, usando uma DLA (descarga luminescente em regime anormal) de corrente contínua no reator de plasma, para a sinterização do metal duro (entre 1100 e 1420 ºC). Em trabalhos anteriores foram apresentados resultados sobre a utilização desta técnica para os processos de retirada de ligantes e de pré-sinterização. No processo de plasma, o cátodo é aquecido pelo bombardeamento iônico, e a transferência de calor para a amostra, colocada no ânodo da descarga elétrica, é obtida por radiação. Assim sendo, foi realizada a sinterização usando duas combinações diferentes de materiais como eletrodos, e estudada a través da evolução da microestrutura, da densificação e do teor de carbono. Estes mesmos parâmetros foram estudados na sinterização no forno resistivo para poder realizar uma comparação e avaliação da aplicação do plasma neste processo. Foi encontrado que quando usada a DLA no reator de plasma, acontece uma ativação da cinética de densificação, se comparado com a sinterização em forno resistivo. Provavelmente, esta ativação deve-se ao maior controle da atmosfera e à criação de filmes superficiais que evitam a excessiva perda de carbono do metal duro.
Palavras-chave
Metalurgia do Pó, Metal duro, Processamento por Plasma.
Metalurgia do Pó, Metal duro, Processamento por Plasma.
Como citar
Gutiérrez, Jairo Arturo Escobar; Muzart, Joel Louis Rene; Klein, Aloisio Nelmo.
SINTERIZAÇÃO DE METAL DURO: COMPARAÇÃO ENTRE FORNO RESISTIVO E REATOR DE PLASMA,
p. 84-96.
In: 59º Congresso anual,
São Paulo, Brasil,
2004.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-59-0008