ISSN 2594-5327
55º Congresso anual — Vol. 55 , num. 1 (2000)
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Resumo
Uma pesquisa bibliográfica sobre a tiouréia na metalurgia da prata revelou que os tratamentos hidrometalúrgicos continuam sendo requeridos para a extração da prata a partir tanto de seus minérios quanto de sucata eletrônica reciclada, bem como de águas efluentes de indústrias fotográfica e de eletrodeposição metálica. Assim, encontrou-se em uso a combinação de lixiviação da prata com tiouréia e subsequente flotação iônica por dodecilbenzenossulfonato de sódio, dando recuperação de 96% da prata. Uma opção mais ortodoxa é a lixiviação de prata de parte de seus minérios e de sucata eletrônica com solução de tiouréia seguida de adsorção em carvão ativado. Uma solução ácida de tiouréia aparece também como capaz de extrair prata e manganês a partir de minério contendo estes dois elementos e íons cloreto e íon contato com carvão ativado, que extrai a prata, enquanto o manganês continua em solução. Claramente, a tecnologia da prata via tiouréia já está bastante dominada, mas os diagramas do sistema tiouréia-prata-água estão subdesenvolvidos. O presente trabalho contribui para o segmento específico, provendo diagramas Eh-pH e atividade-pH do sistema a 25 e 80 °C. Estes diagramas revelam que o complexo tiouréia-prata é metastável e os dados experimentais dão conta de que esta instabilidade é duradoura o suficiente para permitir que a tiouréia faça bem o seu papel lixiviante hidrometalúrgico. A metastabilidade é percebida, por exemplo quando se verifica que uma solução aquosa de nitrato de prata-tiouréia com pH ao redor de 9 e que é uma boa fonte de precipitação de filme de Ag₂S em substrato eletrônico, este sofreu 6 a 8 fases de equilíbrio predominante na região de existência do complexo tiouréia-prata.
Uma pesquisa bibliográfica sobre a tiouréia na metalurgia da prata revelou que os tratamentos hidrometalúrgicos continuam sendo requeridos para a extração da prata a partir tanto de seus minérios quanto de sucata eletrônica reciclada, bem como de águas efluentes de indústrias fotográfica e de eletrodeposição metálica. Assim, encontrou-se em uso a combinação de lixiviação da prata com tiouréia e subsequente flotação iônica por dodecilbenzenossulfonato de sódio, dando recuperação de 96% da prata. Uma opção mais ortodoxa é a lixiviação de prata de parte de seus minérios e de sucata eletrônica com solução de tiouréia seguida de adsorção em carvão ativado. Uma solução ácida de tiouréia aparece também como capaz de extrair prata e manganês a partir de minério contendo estes dois elementos e íons cloreto e íon contato com carvão ativado, que extrai a prata, enquanto o manganês continua em solução. Claramente, a tecnologia da prata via tiouréia já está bastante dominada, mas os diagramas do sistema tiouréia-prata-água estão subdesenvolvidos. O presente trabalho contribui para o segmento específico, provendo diagramas Eh-pH e atividade-pH do sistema a 25 e 80 °C. Estes diagramas revelam que o complexo tiouréia-prata é metastável e os dados experimentais dão conta de que esta instabilidade é duradoura o suficiente para permitir que a tiouréia faça bem o seu papel lixiviante hidrometalúrgico. A metastabilidade é percebida, por exemplo quando se verifica que uma solução aquosa de nitrato de prata-tiouréia com pH ao redor de 9 e que é uma boa fonte de precipitação de filme de Ag₂S em substrato eletrônico, este sofreu 6 a 8 fases de equilíbrio predominante na região de existência do complexo tiouréia-prata.
Palavras-chave
tiouréia, prata, lixiviação
tiouréia, prata, lixiviação
Como citar
Ogasawara, Tsuneharu; Dutra, Achilles Junqueira Bourdort; Almendra, Ericksson Rocha e; Silva, Flávio Teixeira da.
TIOURÉIA NA METALURGIA DA PRATA: ANÁLISE TERMODINÂMICA DO SISTEMA TIOURÉIA-PRATA-ÁGUA,
p. 165-174.
In: 55º Congresso anual,
Rio de Janeiro, Brasil,
2000.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00759