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Proceedings of ABM Annual Congress


ISSN 2594-5327

50th Congresso anual Vol. 50 , num. 1 (1995)


Title

A COERCIVIDADE NOS ÍMÃS SmCo₅

A COERCIVIDADE NOS ÍMÃS SmCo₅

Authorship

DOI

10.5151/2594-5327-50v4-309-328

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Abstract

Uma das propriedades mais importantes dos ímãs é a coercividade, associada à resistência à desmagnetização dos ímãs. Avaliar quais os principais mecanismos responsáveis pela coercividade nos ímãs de SmCo₅ é uma tarefa bastante complexa, devido à quantidade de variáveis envolvidas, tanto no processo como no produto. No produto final, procedeu-se um estudo detalhado da microestrutura, com o intuito de compreender até que ponto é possível correlacionar a microestrutura e a coercividade. Nas investigações conduzidas, detectamos que a coercividade é influenciada pela composição química do ímã, tamanho de grão, e pelo tratamento térmico posterior à sinterização. O efeito desses fatores é discutido analisando aspectos do segundo quadrante da curva de histerese dos ímãs (Hci e Hk). Neste estudo, conclui-se que: A presença de SmCo₅₊ₓ nos ímãs é deletéria para Hci e Hk. A fase Sm₂Co₇ está presente em ímãs de elevados Hci e Hk, ocupando frações volumétricas significativas da microestrutura (na faixa de 3 a 12%). Tamanho de grão tem forte influência no Hk dos ímãs. Velocidade de resfriamento mais lenta entre temperaturas de sinterização e de tratamento térmico proporcionou aumento de Hk. A causa do efeito do tratamento térmico trata-se de algum evento relacionado à difusão e ao equilíbrio termodinâmico. Há presença da fase SmCoC₂ nos ímãs. Não se observam diferenças quanto à solubilidade de oxigênio na fase matriz dos ímãs, nas temperaturas de 1150°C e 850°C.

 

Uma das propriedades mais importantes dos ímãs é a coercividade, associada à resistência à desmagnetização dos ímãs. Avaliar quais os principais mecanismos responsáveis pela coercividade nos ímãs de SmCo₅ é uma tarefa bastante complexa, devido à quantidade de variáveis envolvidas, tanto no processo como no produto. No produto final, procedeu-se um estudo detalhado da microestrutura, com o intuito de compreender até que ponto é possível correlacionar a microestrutura e a coercividade. Nas investigações conduzidas, detectamos que a coercividade é influenciada pela composição química do ímã, tamanho de grão, e pelo tratamento térmico posterior à sinterização. O efeito desses fatores é discutido analisando aspectos do segundo quadrante da curva de histerese dos ímãs (Hci e Hk). Neste estudo, conclui-se que: A presença de SmCo₅₊ₓ nos ímãs é deletéria para Hci e Hk. A fase Sm₂Co₇ está presente em ímãs de elevados Hci e Hk, ocupando frações volumétricas significativas da microestrutura (na faixa de 3 a 12%). Tamanho de grão tem forte influência no Hk dos ímãs. Velocidade de resfriamento mais lenta entre temperaturas de sinterização e de tratamento térmico proporcionou aumento de Hk. A causa do efeito do tratamento térmico trata-se de algum evento relacionado à difusão e ao equilíbrio termodinâmico. Há presença da fase SmCoC₂ nos ímãs. Não se observam diferenças quanto à solubilidade de oxigênio na fase matriz dos ímãs, nas temperaturas de 1150°C e 850°C.

Keywords

ímãs, coercividade, SmCo, sinterização, microestrutura

ímãs, coercividade, SmCo, sinterização, microestrutura

How to cite

Campos, Marcos Flávio de; Landgraf, Fernando José Gomes. A COERCIVIDADE NOS ÍMÃS SmCo₅, p. 2047-2066. In: 50th Congresso anual, São Pedro-SP, Brasil, 1995.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-50v4-309-328