ISSN 2594-357X
2º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro — Vol. 01 , num. 2 (1999)
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Abstract
Como em qualquer processo de tratamento de minérios, a distribuição granulométrica dos sólidos presentes em um sistema de flotação tem efeito significativo no resultado final. A resposta ao processo de flotação depende da cinética das reações que ocorrem entre os diversos componentes do sistema, por exemplo a reação de agregação partícula-bolha. Tamanhos de partícula diferentes levam a valores também diferentes para as constantes cinéticas. A faixa granulométrica das partículas alimentadas em sistemas de flotação está usualmente entre 1 mm e 5 µm. Este tamanho máximo é função da liberação dos grãos do mineral cuja recuperação é o objetivo do tratamento, sendo que a granulometria de liberação não deve ser maior que aquela que possibilite o transporte das partículas pelas bolhas de ar. O limite inferior da faixa granulométrica está associado com o conceito de “Lamas”, que refere-se a materiais de granulometria fina (geralmente abaixo de 50 µm) que podem causar efeitos deletérios ao sistema. O presente trabalho apresenta uma revisão do efeito da granulometria de alimentação no processo de flotação e traz, também ensaios realizados em minérios de ferro, onde sistemas de flotação com e sem partículas finas respondem diferentemente. A influência do tamanho das partículas, principalmente da fração mais fina, no processo de flotação de minério de ferro foi estudada à luz da teoria de DLVO, mostrando a dependência desta variável com a energia potencial de agregação/dispersão do sistema.
Como em qualquer processo de tratamento de minérios, a distribuição granulométrica dos sólidos presentes em um sistema de flotação tem efeito significativo no resultado final. A resposta ao processo de flotação depende da cinética das reações que ocorrem entre os diversos componentes do sistema, por exemplo a reação de agregação partícula-bolha. Tamanhos de partícula diferentes levam a valores também diferentes para as constantes cinéticas. A faixa granulométrica das partículas alimentadas em sistemas de flotação está usualmente entre 1 mm e 5 µm. Este tamanho máximo é função da liberação dos grãos do mineral cuja recuperação é o objetivo do tratamento, sendo que a granulometria de liberação não deve ser maior que aquela que possibilite o transporte das partículas pelas bolhas de ar. O limite inferior da faixa granulométrica está associado com o conceito de “Lamas”, que refere-se a materiais de granulometria fina (geralmente abaixo de 50 µm) que podem causar efeitos deletérios ao sistema. O presente trabalho apresenta uma revisão do efeito da granulometria de alimentação no processo de flotação e traz, também ensaios realizados em minérios de ferro, onde sistemas de flotação com e sem partículas finas respondem diferentemente. A influência do tamanho das partículas, principalmente da fração mais fina, no processo de flotação de minério de ferro foi estudada à luz da teoria de DLVO, mostrando a dependência desta variável com a energia potencial de agregação/dispersão do sistema.
Keywords
Minério de Ferro, Flotação, Lamas
Minério de Ferro, Flotação, Lamas
How to cite
Souza, Cássia Cristine de; Araújo, Armando Corrêa de.
A INFLUÊNCIA DO TAMANHO DA PARTÍCULA DE LAMA NA FLOTAÇÃO DE MINÉRIOS DE FERRO,
p. 73-88.
In: 2º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro,
None,
1999.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-2MineFe-73-88