ISSN 2594-357X
2º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro — Vol. 01 , num. 2 (1999)
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Abstract
Discute-se sobre a disponibilização, localização espacial e modo de ocorrência do elemento Fósforo (P) em depósitos ferríferos, em especial nas regiões de Alegria e Capanema, jazidas ferríferas localizadas na Formação Cauê - Grupo Itabira - Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais. A fonte primária do fósforo seria a apatita [Ca5(PO4)3(F,Cl,OH)] e estaria ligada a rochas intrusivas máficas e, em alguns casos, a corpos graníticos intrusivos. A disponibilização do fósforo para o meio ambiente teria sido processada pela atividade de microrganismos, facilitando sua absorção por raízes de plantas e, em consequência, por toda a sequência da cadeia alimentar. Ao fim de seu ciclo de vida esses organismos devolvem o fósforo para o solo e, em estações chuvosas, uma parte desse fósforo entra em solução junto com o ferro (Fe++) e percola através da formação ferrífera. A saturação relativa dessa solução promove a cristalização da goethita em poros, fraturas, diáclases, etc. Como, de modo geral, a formação ferrífera é pobre em cátions livres – metais alcalinos e alcalino terrosos, o fósforo tem poucas chances de sintetizar um fosfato, permanecendo, então, como uma fase possivelmente aniônica adsorvida na microporosidade da goethita [FeO(OH)]. Porém, em alguns casos, mesmo na ausência desses cátions livres, o fósforo pode associar-se ao alumínio para formar um fosfato denominado de Wavellita [Al3(PO4)2(OH,F)3.5H2O]. Especialmente nas regiões de Alegria e na Mina de Capanema, região centro-leste do Quadrilátero Ferrífero, as formações ferríferas enriquecidas por processos supergênicos contêm o fósforo principalmente na forma aniônica adsorvida na matriz hospedeira goethítica.
Discute-se sobre a disponibilização, localização espacial e modo de ocorrência do elemento Fósforo (P) em depósitos ferríferos, em especial nas regiões de Alegria e Capanema, jazidas ferríferas localizadas na Formação Cauê - Grupo Itabira - Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais. A fonte primária do fósforo seria a apatita [Ca5(PO4)3(F,Cl,OH)] e estaria ligada a rochas intrusivas máficas e, em alguns casos, a corpos graníticos intrusivos. A disponibilização do fósforo para o meio ambiente teria sido processada pela atividade de microrganismos, facilitando sua absorção por raízes de plantas e, em consequência, por toda a sequência da cadeia alimentar. Ao fim de seu ciclo de vida esses organismos devolvem o fósforo para o solo e, em estações chuvosas, uma parte desse fósforo entra em solução junto com o ferro (Fe++) e percola através da formação ferrífera. A saturação relativa dessa solução promove a cristalização da goethita em poros, fraturas, diáclases, etc. Como, de modo geral, a formação ferrífera é pobre em cátions livres – metais alcalinos e alcalino terrosos, o fósforo tem poucas chances de sintetizar um fosfato, permanecendo, então, como uma fase possivelmente aniônica adsorvida na microporosidade da goethita [FeO(OH)]. Porém, em alguns casos, mesmo na ausência desses cátions livres, o fósforo pode associar-se ao alumínio para formar um fosfato denominado de Wavellita [Al3(PO4)2(OH,F)3.5H2O]. Especialmente nas regiões de Alegria e na Mina de Capanema, região centro-leste do Quadrilátero Ferrífero, as formações ferríferas enriquecidas por processos supergênicos contêm o fósforo principalmente na forma aniônica adsorvida na matriz hospedeira goethítica.
Keywords
fósforo, goethita, PPC, supergênico
fósforo, goethita, PPC, supergênico
How to cite
Coelho, Luiz Henrique; Fonseca, Luciano; Kaneko, Kioshi Márcio; Melo, João Carlos.
A ORIGEM DO FÓSFORO E SUA LOCALIZAÇÃO ESPACIAL NOS MINÉRIOS DE FERRO ENRIQUECIDOS SUPERGENICAMENTE,
p. 44-53.
In: 2º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro,
None,
1999.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-2MineFe-44-53