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Proceedings of the Ironmaking, Iron Ore and Agglomeration Seminars


ISSN 2594-357X

Title

ALCATRÃO DE EUCALYPTUS: FONTE DE AROMAS E SABORES

ALCATRÃO DE EUCALYPTUS: FONTE DE AROMAS E SABORES

Authorship

DOI

10.5151/2594-357x-31Red-v1-271-280

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Abstract

A conversão da madeira em carvão dá origem a fumaças que, ao serem condensadas, geram o alcatrão vegetal. O alcatrão de Eucalyptus é uma mistura complexa com dezenas de constituintes, onde predominam fragmentos moleculares de lignina: 2-metoxifenóis (guaiacóis) e 2,6-dimetoxifenóis (siringóis), ao lado de compostos provenientes da degradação térmica de carboidratos. As fumaças geradas pela queima da madeira são tradicionalmente utilizadas para defumar (enriquecimento em fenol) carnes, peixes e queijos, exercendo várias funções nos alimentos, a saber: conservação, flavorização e coloração. A recuperação de produtos químicos a partir do alcatrão tem como etapa inicial a destilação. Embora não sejam isolados compostos puros neste processo, as frações obtidas apresentam aromas característicos. Assim, a fração que destila entre 105-180°C tem acentuado aroma de vinagre, enquanto a fração C (180-220°C) apresenta aroma de bacon levemente adocicado. Já aquela que destila acima de 220°C apresenta forte aroma de bacon. Estas frações foram analisadas por Cromatografia Gasosa de Alta Resolução acoplada à Espectrometria de Massas, permitindo assim a determinação da relação composição/“flavor” das mesmas. Procedimentos adicionais, tais como extração e recristalização em água, permitem ainda o isolamento de 2-hidroxi-3-metil-2-ciclopenten-1-ona (cicloteno) e 2-hidroxi-3-metil-4(H)-piran-4-ona (maltol), dois importantes aditivos em alimentos.

 

A conversão da madeira em carvão dá origem a fumaças que, ao serem condensadas, geram o alcatrão vegetal. O alcatrão de Eucalyptus é uma mistura complexa com dezenas de constituintes, onde predominam fragmentos moleculares de lignina: 2-metoxifenóis (guaiacóis) e 2,6-dimetoxifenóis (siringóis), ao lado de compostos provenientes da degradação térmica de carboidratos. As fumaças geradas pela queima da madeira são tradicionalmente utilizadas para defumar (enriquecimento em fenol) carnes, peixes e queijos, exercendo várias funções nos alimentos, a saber: conservação, flavorização e coloração. A recuperação de produtos químicos a partir do alcatrão tem como etapa inicial a destilação. Embora não sejam isolados compostos puros neste processo, as frações obtidas apresentam aromas característicos. Assim, a fração que destila entre 105-180°C tem acentuado aroma de vinagre, enquanto a fração C (180-220°C) apresenta aroma de bacon levemente adocicado. Já aquela que destila acima de 220°C apresenta forte aroma de bacon. Estas frações foram analisadas por Cromatografia Gasosa de Alta Resolução acoplada à Espectrometria de Massas, permitindo assim a determinação da relação composição/“flavor” das mesmas. Procedimentos adicionais, tais como extração e recristalização em água, permitem ainda o isolamento de 2-hidroxi-3-metil-2-ciclopenten-1-ona (cicloteno) e 2-hidroxi-3-metil-4(H)-piran-4-ona (maltol), dois importantes aditivos em alimentos.

Keywords

alcatrão de Eucalyptus, aroma de fumaça, aditivos de alimentos

alcatrão de Eucalyptus, aroma de fumaça, aditivos de alimentos

How to cite

Carazza, Fernando; Okuma, Adriana Akemi. ALCATRÃO DE EUCALYPTUS: FONTE DE AROMAS E SABORES, p. 271-280. In: 31º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas, None, 2000.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-31Red-v1-271-280