ISSN 2594-5327
50th Congresso anual — Vol. 50 , num. 1 (1995)
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Abstract
A previsão das propriedades mecânicas de barras trefiladas tem se baseado na hipótese segundo a qual o material trefilado comporta-se na tração ulterior como se estivesse pré-tracionado. A magnitude desta pré-tração seria dada por uma deformação média capaz de descrever o estado de deformação da barra trefilada. Modelos utilizando tal abordagem têm levado a resultados conflitantes. Isto poderia estar relacionado: (a) à hipótese de se considerar o trefilado como um material pré-tracionado, e/ou (b) à forma como se calcula a magnitude da pré-tração. Trabalhos recentes propuseram simulações da curva tensão-deformação após trefilação aceitando-se a hipótese (a). Foram, também, utilizados diferentes métodos no cálculo da deformação média. A utilização desses modelos para os dados experimentais do aço ABNT 1008 não levou a uma simulação adequada. No entanto, os valores obtidos para o cobre comercialmente puro foram mais próximos dos reais. Como essas simulações se basearam na hipótese (a), acredita-se que as discrepâncias encontradas estariam relacionadas a este fato. Uma tentativa de avaliação dessa possibilidade foi feita através da análise da evolução dos perfis de microdureza do aço trefilado e tracionado. Nesse trabalho essa tentativa é feita para o cobre utilizando-se métodos similares. Os resultados encontrados indicam que, pelo menos inicialmente, o material trefilado não se comporta na tração posterior como se estivesse pré-tracionado, ou seja, a hipótese (a) acima deve ser reavaliada.
A previsão das propriedades mecânicas de barras trefiladas tem se baseado na hipótese segundo a qual o material trefilado comporta-se na tração ulterior como se estivesse pré-tracionado. A magnitude desta pré-tração seria dada por uma deformação média capaz de descrever o estado de deformação da barra trefilada. Modelos utilizando tal abordagem têm levado a resultados conflitantes. Isto poderia estar relacionado: (a) à hipótese de se considerar o trefilado como um material pré-tracionado, e/ou (b) à forma como se calcula a magnitude da pré-tração. Trabalhos recentes propuseram simulações da curva tensão-deformação após trefilação aceitando-se a hipótese (a). Foram, também, utilizados diferentes métodos no cálculo da deformação média. A utilização desses modelos para os dados experimentais do aço ABNT 1008 não levou a uma simulação adequada. No entanto, os valores obtidos para o cobre comercialmente puro foram mais próximos dos reais. Como essas simulações se basearam na hipótese (a), acredita-se que as discrepâncias encontradas estariam relacionadas a este fato. Uma tentativa de avaliação dessa possibilidade foi feita através da análise da evolução dos perfis de microdureza do aço trefilado e tracionado. Nesse trabalho essa tentativa é feita para o cobre utilizando-se métodos similares. Os resultados encontrados indicam que, pelo menos inicialmente, o material trefilado não se comporta na tração posterior como se estivesse pré-tracionado, ou seja, a hipótese (a) acima deve ser reavaliada.
Keywords
Trefilação, Ensaio de tração, Propriedades mecânicas
Trefilação, Ensaio de tração, Propriedades mecânicas
How to cite
Aguilar, Maria Teresa Paulino; Cetlin, Paulo Roberto; Campos, Haroldo Béria.
ANÁLISE COMPARATIVA DOS PERFIS DE DEFORMAÇÃO DE BARRAS DE COBRE TREFILADAS E TRACIONADAS,
p. 2129-2136.
In: 50th Congresso anual,
São Pedro-SP, Brasil,
1995.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-50v4-391-398