ISSN 2594-357X
27º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas — Vol. 01 , num. 27 (1996)
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Abstract
Nos fins dos anos 80 a siderurgia americana foi sacudida pela revolução provocada por novas unidades de produção de aço baseadas em forno elétrico com suas práticas gerenciais agressivas. Em função disto, muito foi dito a respeito da inevitabilidade, a nível mundial, da progressiva substituição das siderúrgicas integradas por “mini-mill’s”. De maneira geral, esta afirmação subestima fatores importantes que tendem a garantir a supremacia das integradas: – a grande dispersão de performances entre os alto-fornos atualmente em produção, o que abre muito espaço para uma convergência em torno de valores próximos aos “benchmarks” e, consequentemente, produzindo gusa adicional com investimentos e custos marginais; – o fato de que estas siderúrgicas já estarem instaladas, o que as torna isentas de custo de capital, salvo nos casos das usinas em muito mau estado, que precisariam grandes investimentos de reforma; – a possibilidade destas empresas também aumentarem a produção com a instalação de fornos elétricos, com utilização parcial de gusa líquido na carga, que aumentaria ainda mais a competição por sucata, base das “mini-mill’s”; – a extrema dependência das “mini-mill’s” ao preço e disponibilidade da sucata. Assim, foi realizado o presente trabalho, que utilizando as ferramentas de análise financeira, analisou 7 cenários, desde o investimento em uma “mini-mill” e integrada novas até expansão de integradas já instaladas, em bom estado, com base no valor presente líquido de cada um.
Nos fins dos anos 80 a siderurgia americana foi sacudida pela revolução provocada por novas unidades de produção de aço baseadas em forno elétrico com suas práticas gerenciais agressivas. Em função disto, muito foi dito a respeito da inevitabilidade, a nível mundial, da progressiva substituição das siderúrgicas integradas por “mini-mill’s”. De maneira geral, esta afirmação subestima fatores importantes que tendem a garantir a supremacia das integradas: – a grande dispersão de performances entre os alto-fornos atualmente em produção, o que abre muito espaço para uma convergência em torno de valores próximos aos “benchmarks” e, consequentemente, produzindo gusa adicional com investimentos e custos marginais; – o fato de que estas siderúrgicas já estarem instaladas, o que as torna isentas de custo de capital, salvo nos casos das usinas em muito mau estado, que precisariam grandes investimentos de reforma; – a possibilidade destas empresas também aumentarem a produção com a instalação de fornos elétricos, com utilização parcial de gusa líquido na carga, que aumentaria ainda mais a competição por sucata, base das “mini-mill’s”; – a extrema dependência das “mini-mill’s” ao preço e disponibilidade da sucata. Assim, foi realizado o presente trabalho, que utilizando as ferramentas de análise financeira, analisou 7 cenários, desde o investimento em uma “mini-mill” e integrada novas até expansão de integradas já instaladas, em bom estado, com base no valor presente líquido de cada um.
Keywords
mini-mill, usina integrada, produtividade de alto forno
mini-mill, usina integrada, produtividade de alto forno
How to cite
Araújo, Paulo Schusterschitz da Silva; Sampaio, Ronaldo Santos.
ANÁLISE COMPETITIVA: SIDERÚRGICAS INTEGRADAS versus “MINI-MILL’S”,
p. 1-12.
In: 27º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas,
None,
1996.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-27Red-01-12