ISSN 2594-357X
3º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro — Vol. 01 , num. 3 (2001)
Title
DOI
Downloads
Abstract
O emprego da difração de elétrons retroespalhados, além dos dados usuais (morfológicos e químicos), possibilita a utilização de um único equipamento, o microscópio eletrônico de varredura (MEV), na análise de minério de ferro e seus produtos. Os resultados texturais, adquiridos a partir do fenômeno citado, acrescentados às informações obtidas pelos aspectos morfológicos (imagens de elétrons retroespalhados – BSE) e químicos (microssonda eletrônica – EDS) permitem o reconhecimento de todas as fases minerais analisadas, além de avaliações de detalhe. O método consiste em incidir um feixe de elétrons sobre um ponto da amostra, que pode estar na forma de uma seção polida ou constituir uma fratura recente de um pequeno fragmento do material. Esta amostra deve ser montada em um suporte com inclinação da ordem de 60° a 75°, visando acentuar o sinal de elétrons retroespalhados (BSE). A imagem gerada (figura de Kikuchi) representa a simetria característica do sistema cristalográfico do mineral analisado. Esta técnica é conhecida por diversas denominações, destacando-se EBSDP, EBSP e EBSD (electron backscattering diffraction patterns). A análise textural está sendo empregada como mais uma técnica de identificação mineral, nos casos em que análises morfológicas de hematita (Fe₂O₃) e magnetita (Fe₃O₄) no MEV (BSE e SE) não apresentam contraste suficiente, que permita uma distinção, e as análises químicas não são conclusivas. Como esses minerais são formados em sistemas cristalográficos diferentes, a aplicação da difração de elétrons no estudo de minérios de ferro e seus produtos é justificada. Resultados preliminares demonstram o excelente potencial do método. Pesquisas subsequentes, preferencialmente empregando sistemas automatizados de análise das figuras de Kikuchi, permitirão o mapeamento da orientação cristalográfica
O emprego da difração de elétrons retroespalhados, além dos dados usuais (morfológicos e químicos), possibilita a utilização de um único equipamento, o microscópio eletrônico de varredura (MEV), na análise de minério de ferro e seus produtos. Os resultados texturais, adquiridos a partir do fenômeno citado, acrescentados às informações obtidas pelos aspectos morfológicos (imagens de elétrons retroespalhados – BSE) e químicos (microssonda eletrônica – EDS) permitem o reconhecimento de todas as fases minerais analisadas, além de avaliações de detalhe. O método consiste em incidir um feixe de elétrons sobre um ponto da amostra, que pode estar na forma de uma seção polida ou constituir uma fratura recente de um pequeno fragmento do material. Esta amostra deve ser montada em um suporte com inclinação da ordem de 60° a 75°, visando acentuar o sinal de elétrons retroespalhados (BSE). A imagem gerada (figura de Kikuchi) representa a simetria característica do sistema cristalográfico do mineral analisado. Esta técnica é conhecida por diversas denominações, destacando-se EBSDP, EBSP e EBSD (electron backscattering diffraction patterns). A análise textural está sendo empregada como mais uma técnica de identificação mineral, nos casos em que análises morfológicas de hematita (Fe₂O₃) e magnetita (Fe₃O₄) no MEV (BSE e SE) não apresentam contraste suficiente, que permita uma distinção, e as análises químicas não são conclusivas. Como esses minerais são formados em sistemas cristalográficos diferentes, a aplicação da difração de elétrons no estudo de minérios de ferro e seus produtos é justificada. Resultados preliminares demonstram o excelente potencial do método. Pesquisas subsequentes, preferencialmente empregando sistemas automatizados de análise das figuras de Kikuchi, permitirão o mapeamento da orientação cristalográfica
Keywords
Minério de Ferro, Sínter, Difração de Elétrons, EBSD, Análise Textural
Minério de Ferro, Sínter, Difração de Elétrons, EBSD, Análise Textural
How to cite
Magalhães, Marilia Sacramento de; Brandão, Paulo Roberto Gomes.
ANÁLISE TEXTURAL DE MINÉRIO DE FERRO E SÍNTER POR DIFRAÇÃO DE ELÉTRONS,
p. 49-59.
In: 3º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro,
None,
2001.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-C01668