ISSN 2594-357X
28º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas — Vol. 01 , num. 28 (1997)
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Abstract
O ensaio de crepitação é rotineiramente empregado para avaliar a degradação granulométrica devido ao choque térmico de granulados de minérios de ferro utilizados em altos-fornos ou em processos de redução direta. Ainda existem diversas controvérsias com respeito ao fenômeno de crepitação. A fragilização das partículas dos minérios ocorrida devido à dilatação anisotrópica durante choque térmico é uma das hipóteses citadas na literatura, para o caso de minérios que sofreram elevado grau de deformação e isentos de goethita/limonita. Neste contexto, é importante a utilização de um parâmetro capaz de mensurar a anisotropia cristalina destes materiais. A anisotropia de susceptibilidade magnética do minério é função principalmente da anisotropia da estrutura cristalina dos cristais individuais de hematita e magnetita e sua “soma” resulta em uma anisotropia global, caracterizada por um tensor de 2ª ordem, para o agregado que constitui o minério. Nesse trabalho, avalia-se a influência da anisotropia cristalina a partir de valores da anisotropia de susceptibilidade magnética medidos para diversas amostras sobre os índices de crepitação correspondentes de diversos tipos de minérios de ferro brasileiros. Para a representação do grau de anisotropia de susceptibilidade magnética utilizou-se o fator ε. Os minérios ricos em martita, caracterizados predominantemente por uma trama granoblástica, apresentam baixos valores de anisotropia e baixos índices de crepitação. Os minérios ricos em especularita, com tamanho de cristais elevado e caracterizado por uma trama predominantemente lepidoblástica, apresentam altos valores de anisotropia de susceptibilidade magnética e altos índices de crepitação. A anisotropia cristalina de alguns tipos de minérios pode ser, de forma satisfatória, indiretamente avaliada por meio de medidas experimentais do fator ε. Para as condições estudadas, o ajuste linear entre o fator ε e os índices de crepitação apresentou alto coeficiente de correlação explicada R².
O ensaio de crepitação é rotineiramente empregado para avaliar a degradação granulométrica devido ao choque térmico de granulados de minérios de ferro utilizados em altos-fornos ou em processos de redução direta. Ainda existem diversas controvérsias com respeito ao fenômeno de crepitação. A fragilização das partículas dos minérios ocorrida devido à dilatação anisotrópica durante choque térmico é uma das hipóteses citadas na literatura, para o caso de minérios que sofreram elevado grau de deformação e isentos de goethita/limonita. Neste contexto, é importante a utilização de um parâmetro capaz de mensurar a anisotropia cristalina destes materiais. A anisotropia de susceptibilidade magnética do minério é função principalmente da anisotropia da estrutura cristalina dos cristais individuais de hematita e magnetita e sua “soma” resulta em uma anisotropia global, caracterizada por um tensor de 2ª ordem, para o agregado que constitui o minério. Nesse trabalho, avalia-se a influência da anisotropia cristalina a partir de valores da anisotropia de susceptibilidade magnética medidos para diversas amostras sobre os índices de crepitação correspondentes de diversos tipos de minérios de ferro brasileiros. Para a representação do grau de anisotropia de susceptibilidade magnética utilizou-se o fator ε. Os minérios ricos em martita, caracterizados predominantemente por uma trama granoblástica, apresentam baixos valores de anisotropia e baixos índices de crepitação. Os minérios ricos em especularita, com tamanho de cristais elevado e caracterizado por uma trama predominantemente lepidoblástica, apresentam altos valores de anisotropia de susceptibilidade magnética e altos índices de crepitação. A anisotropia cristalina de alguns tipos de minérios pode ser, de forma satisfatória, indiretamente avaliada por meio de medidas experimentais do fator ε. Para as condições estudadas, o ajuste linear entre o fator ε e os índices de crepitação apresentou alto coeficiente de correlação explicada R².
Keywords
crepitação de minérios de ferro, anisotropia, susceptibilidade magnética, ASM, hematita
crepitação de minérios de ferro, anisotropia, susceptibilidade magnética, ASM, hematita
How to cite
Rosière, Carlos Alberto; Seshadri, Varadarajan; Vieira, Cláudio Batista; Borchardt, Fábio da Silva; Fialho, Marcelo Macedo.
ANISOTROPIA DE SUSCEPTIBILIDADE MAGNÉTICA (ASM) E CREPITAÇÃO DE MINÉRIOS DE FERRO,
p. 327-344.
In: 28º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas,
None,
1997.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-28Red-327-344