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Proceedings of the Ironmaking, Iron Ore and Agglomeration Seminars


ISSN 2594-357X

Title

Aproveitamento de resíduos sólidos durante a injeção de carvão pulverizado em altos-fornos

Aproveitamento de resíduos sólidos durante a injeção de carvão pulverizado em altos-fornos

Authorship

DOI

10.5151/2594-357x-29Red-187-208

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Abstract

Nos dias de hoje, a prática de injeção de carvão pulverizado em altos-fornos é adotada mundialmente com resultados econômicos, financeiros e ambientais inquestionáveis. O presente trabalho apresenta resultados obtidos, em escala laboratorial, do índice de combustão do pó de coletor, um resíduo do processo de fabricação do gusa, misturado ao carvão mineral com um alto teor de voláteis, simulando uma taxa de 140 kg/t.gusa. O minério de ferro foi também utilizado sob a forma de mistura com o carvão pulverizado. Usou-se 30 e 50% em peso deste material, simulando taxas de injeção de 150 kg/t.gusa. Um material plástico, o polietileno de alta densidade, com baixa granulometria, também foi testado no equipamento, simulando uma taxa de injeção de 40 kg/tonelada de gusa, considerando dados hipotéticos de um alto-forno real. Estes resultados mostram que é possível se misturar uma certa quantidade de pó de coletor, cerca de 5%, ao carvão injetado em altos-fornos, de forma a se obter a recirculação deste resíduo, atentando-se para a qualidade do ferro gusa produzido e evitando o seu depósito em áreas, onde ele poderia estar degradando o meio ambiente ou seu aproveitamento em outros processos, que seriam mais onerosos para a usina. A injeção das misturas minério de ferro e carvão mostrou que há formação de ferro metálico na zona de combustão. Com relação à injeção de resíduos plásticos verificou-se, através dos ensaios no simulador, que o seu índice de combustão é elevado.

 

Nos dias de hoje, a prática de injeção de carvão pulverizado em altos-fornos é adotada mundialmente com resultados econômicos, financeiros e ambientais inquestionáveis. O presente trabalho apresenta resultados obtidos, em escala laboratorial, do índice de combustão do pó de coletor, um resíduo do processo de fabricação do gusa, misturado ao carvão mineral com um alto teor de voláteis, simulando uma taxa de 140 kg/t.gusa. O minério de ferro foi também utilizado sob a forma de mistura com o carvão pulverizado. Usou-se 30 e 50% em peso deste material, simulando taxas de injeção de 150 kg/t.gusa. Um material plástico, o polietileno de alta densidade, com baixa granulometria, também foi testado no equipamento, simulando uma taxa de injeção de 40 kg/tonelada de gusa, considerando dados hipotéticos de um alto-forno real. Estes resultados mostram que é possível se misturar uma certa quantidade de pó de coletor, cerca de 5%, ao carvão injetado em altos-fornos, de forma a se obter a recirculação deste resíduo, atentando-se para a qualidade do ferro gusa produzido e evitando o seu depósito em áreas, onde ele poderia estar degradando o meio ambiente ou seu aproveitamento em outros processos, que seriam mais onerosos para a usina. A injeção das misturas minério de ferro e carvão mostrou que há formação de ferro metálico na zona de combustão. Com relação à injeção de resíduos plásticos verificou-se, através dos ensaios no simulador, que o seu índice de combustão é elevado.

Keywords

alto-forno, injeção, resíduos industriais

alto-forno, injeção, resíduos industriais

How to cite

Nolasco, Pedro José Sobrinho; Junior, Onidio Teixeira Pinto; Ferreira, Carlos Roberto; Assis, Paulo Santos. Aproveitamento de resíduos sólidos durante a injeção de carvão pulverizado em altos-fornos, p. 187-208. In: 29º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas, None, 1998.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-29Red-187-208