ISSN 2594-357X
2º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro — Vol. 01 , num. 2 (1999)
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Abstract
Existe uma controvérsia sobre a interferência do íon alumínio na flotabilidade do quartzo e em outros aspectos deletérios no processamento dos minérios de ferro itabiríticos. Na caracterização de materiais argilosos e/ou aluminosos finos nos minérios de ferro, técnicas abrangentes como difração de raios-X, análises químicas e microscopia óptica, não se mostraram adequadas, pois estas fases podem ser bastante raras, ter tamanho muito pequeno, tendem a ocorrer em microporos de fases majoritárias e não apresentaram uma morfologia típica. O microscópio eletrônico de varredura, e a microssonda com microanalisador EDS associado, foram de fundamental importância neste estudo, pois associaram uma resolução espacial excelente com microanálises químicas. Foram avaliadas amostras do Quadrilátero Ferrífero, MG, quanto a suas fases portadoras de alumínio. Nas goethitas clássicas não se observaram teores de alumínio superiores aos valores típicos (máximo de 6% de Al2O3); não se observaram minerais, como caulinita ou gibbsita; as hematitas martíticas apresentaram uma microporosidade resultante do processo de martitização, preenchida por uma fase ferrífera terrosa, com elevados teores de alumínio (6% a 33%) e de silício; esta fase ferrífera aluminosa foi também encontrada em finas crostas que circundavam ou preenchiam cavidades maiores destas hematitas martíticas, com teores podendo atingir até cerca de 27% Al2O3.
Existe uma controvérsia sobre a interferência do íon alumínio na flotabilidade do quartzo e em outros aspectos deletérios no processamento dos minérios de ferro itabiríticos. Na caracterização de materiais argilosos e/ou aluminosos finos nos minérios de ferro, técnicas abrangentes como difração de raios-X, análises químicas e microscopia óptica, não se mostraram adequadas, pois estas fases podem ser bastante raras, ter tamanho muito pequeno, tendem a ocorrer em microporos de fases majoritárias e não apresentaram uma morfologia típica. O microscópio eletrônico de varredura, e a microssonda com microanalisador EDS associado, foram de fundamental importância neste estudo, pois associaram uma resolução espacial excelente com microanálises químicas. Foram avaliadas amostras do Quadrilátero Ferrífero, MG, quanto a suas fases portadoras de alumínio. Nas goethitas clássicas não se observaram teores de alumínio superiores aos valores típicos (máximo de 6% de Al2O3); não se observaram minerais, como caulinita ou gibbsita; as hematitas martíticas apresentaram uma microporosidade resultante do processo de martitização, preenchida por uma fase ferrífera terrosa, com elevados teores de alumínio (6% a 33%) e de silício; esta fase ferrífera aluminosa foi também encontrada em finas crostas que circundavam ou preenchiam cavidades maiores destas hematitas martíticas, com teores podendo atingir até cerca de 27% Al2O3.
Keywords
minério de ferro, minerais portadores de alumínio, caracterização, microestrutura, alumínio
minério de ferro, minerais portadores de alumínio, caracterização, microestrutura, alumínio
How to cite
Santos, Luana Duarte; Brandão, Paulo Roberto Gomes.
ASPECTOS MICROESTRUTURAIS FINOS DE MINÉRIOS DE FERRO: ESTUDO VISANDO DETECTAR FASES PORTADORAS DE ALUMÍNIO,
p. 427-443.
In: 2º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro,
None,
1999.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-2MineFe-427-443