ISSN 2594-5327
54th Congresso anual — Vol. 54 , num. 1 (1999)
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Abstract
Avaliou-se a soldabilidade do aço USI-FIRE-300 comparativamente ao aço USI-SAC-41. Para tanto, empregou-se três chapas do aço USI-FIRE-300, uma do tipo Cu-Cr-Mo, na espessura de 7,4 mm, e as demais do tipo Cu-Cr-Mo-Nb, nas espessuras de 12,5 mm e 22,4 mm, e duas chapas do aço USI-SAC-41, nas espessuras de 12,5 e 32,0 mm, ambas do tipo Cu-Cr. De acordo com os resultados do ensaio Tekken, nenhum dos aços avaliados requer o uso de préaquecimento para soldagem. O ensaio de dureza máxima na ZTA mostrou valores inferiores a 350 HV, valor crítico quanto à suscetibilidade ao trincamento a frio. Para os aços USI-FIRE-300, a dureza máxima ficou em torno de 250 HV, contra 280 HV do aço USI-SAC-41 nas espessuras de 9,2 mm, e 206 HV para o de espessura 12,5 mm. A curva estimada de dureza máxima em função de Δts, indicou que valores superiores a 350 HV só são atingidos para taxas de resfriamento mais elevadas, difíceis de serem obtidas na prática. Os diagramas CCT dos aços USI-FIRE-300 e USI-SAC-41, gerados a partir de ciclos térmicos de soldagem, evidenciaram que não há formação de martensita, além de regiões de granulação grosseira na ZTA, mesmo para a máxima taxa de resfriamento simulada, correspondente a um valor de Δts de 8s. Baseado na composição química observou-se, através de expressões empíricas disponíveis na literatura, que os aços também apresentam baixa dureza e ausência de trincas de reaquecimento. Esses resultados indicam que o aço USI-FIRE-300 exibe boa soldabilidade, tal qual o aço USI-SAC-41, com uma reduzida suscetibilidade à ocorrência de trincas a frio e de trincas de reaquecimento.
Avaliou-se a soldabilidade do aço USI-FIRE-300 comparativamente ao aço USI-SAC-41. Para tanto, empregou-se três chapas do aço USI-FIRE-300, uma do tipo Cu-Cr-Mo, na espessura de 7,4 mm, e as demais do tipo Cu-Cr-Mo-Nb, nas espessuras de 12,5 mm e 22,4 mm, e duas chapas do aço USI-SAC-41, nas espessuras de 12,5 e 32,0 mm, ambas do tipo Cu-Cr. De acordo com os resultados do ensaio Tekken, nenhum dos aços avaliados requer o uso de préaquecimento para soldagem. O ensaio de dureza máxima na ZTA mostrou valores inferiores a 350 HV, valor crítico quanto à suscetibilidade ao trincamento a frio. Para os aços USI-FIRE-300, a dureza máxima ficou em torno de 250 HV, contra 280 HV do aço USI-SAC-41 nas espessuras de 9,2 mm, e 206 HV para o de espessura 12,5 mm. A curva estimada de dureza máxima em função de Δts, indicou que valores superiores a 350 HV só são atingidos para taxas de resfriamento mais elevadas, difíceis de serem obtidas na prática. Os diagramas CCT dos aços USI-FIRE-300 e USI-SAC-41, gerados a partir de ciclos térmicos de soldagem, evidenciaram que não há formação de martensita, além de regiões de granulação grosseira na ZTA, mesmo para a máxima taxa de resfriamento simulada, correspondente a um valor de Δts de 8s. Baseado na composição química observou-se, através de expressões empíricas disponíveis na literatura, que os aços também apresentam baixa dureza e ausência de trincas de reaquecimento. Esses resultados indicam que o aço USI-FIRE-300 exibe boa soldabilidade, tal qual o aço USI-SAC-41, com uma reduzida suscetibilidade à ocorrência de trincas a frio e de trincas de reaquecimento.
Keywords
soldabilidade, aços resistentes ao fogo, aços para construção civil
soldabilidade, aços resistentes ao fogo, aços para construção civil
How to cite
Araújo, Carlos Salaroli de; Rebello, João Marcos Alcoforado.
AVALIAÇÃO DA SOLDABILIDADE DE AÇOS RESISTENTES AO FOGO PARA APLICAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL,
p. 1542-1552.
In: 54th Congresso anual,
São Paulo, Brasil,
1999.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00689