ISSN 2594-357X
30º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas — Vol. 01 , num. 30 (1999)
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Os mecanismos de formação de cascão em altos-fornos têm em comum, além das influências das condições operacionais e da qualidade da carga enfornada, a recirculação de elementos no interior do forno e a impregnação e ataque do revestimento refratário por álcalis e zinco, provocando a formação de escórias viscosas de baixo ponto de fusão que servem para aglutinar os finos da carga, propiciando o desenvolvimento de crostas. Estas crostas reduzem o volume interno do forno, aumentando a velocidade dos gases e reduzindo o rendimento gasoso, além de deteriorar as condições de descida da carga, com efeitos imediatos sobre a estabilidade operacional do alto-forno. A análise de alguns problemas operacionais no Alto-Forno 2 da USIMINAS, ocorridos no primeiro semestre de 1997, através do modelo matemático de monitoramento do acúmulo de potássio e zinco no interior do alto-forno, conduziram à suspeita de formação excessiva de cascão no reator. Para se comprovar a sua existência e estudar o mecanismo de formação deste cascão, foram realizadas sondagens na cuba superior do forno. As amostras foram analisadas utilizando-se as técnicas de análise química, difratometria de raios-X e ceramografia. Foram detectadas três regiões distintas na face quente do material, sendo uma constituída de refratário original, outra intermediária caracterizada por modificações na microestrutura do refratário, devido à impregnação de álcalis e ZnO, e uma terceira caracterizando o cascão aderido ao refratário.
Os mecanismos de formação de cascão em altos-fornos têm em comum, além das influências das condições operacionais e da qualidade da carga enfornada, a recirculação de elementos no interior do forno e a impregnação e ataque do revestimento refratário por álcalis e zinco, provocando a formação de escórias viscosas de baixo ponto de fusão que servem para aglutinar os finos da carga, propiciando o desenvolvimento de crostas. Estas crostas reduzem o volume interno do forno, aumentando a velocidade dos gases e reduzindo o rendimento gasoso, além de deteriorar as condições de descida da carga, com efeitos imediatos sobre a estabilidade operacional do alto-forno. A análise de alguns problemas operacionais no Alto-Forno 2 da USIMINAS, ocorridos no primeiro semestre de 1997, através do modelo matemático de monitoramento do acúmulo de potássio e zinco no interior do alto-forno, conduziram à suspeita de formação excessiva de cascão no reator. Para se comprovar a sua existência e estudar o mecanismo de formação deste cascão, foram realizadas sondagens na cuba superior do forno. As amostras foram analisadas utilizando-se as técnicas de análise química, difratometria de raios-X e ceramografia. Foram detectadas três regiões distintas na face quente do material, sendo uma constituída de refratário original, outra intermediária caracterizada por modificações na microestrutura do refratário, devido à impregnação de álcalis e ZnO, e uma terceira caracterizando o cascão aderido ao refratário.
Keywords
alto-forno, cascão, microestrutura
alto-forno, cascão, microestrutura
How to cite
Scudeller, Luís Augusto Marconi; Sobrinho, Geraldo Damasceno; Carneiro, Rogério Tales Silva.
CARACTERIZAÇÃO DE REFRATÁRIO E CASCÃO DO ALTO-FORNO 2 DA USIMINAS,
p. 563-578.
In: 30º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas,
None,
1999.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-30Red-563-578