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Proceedings of ABM Annual Congress


ISSN 2594-5327

54th Congresso anual Vol. 54 , num. 1 (1999)


Title

CARACTERIZAÇÃO MINERALÓGICA DO RESÍDUO INSOLÚVEL GERADO NA RECICLAGEM DO ALUMÍNIO

CARACTERIZAÇÃO MINERALÓGICA DO RESÍDUO INSOLÚVEL GERADO NA RECICLAGEM DO ALUMÍNIO

Authorship

DOI

10.5151/2594-5327-C00622

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Abstract

A sucata de alumínio, por conter uma quantidade elevada de energia ‘nobre’ (eletricidade) por unidade de massa, dispendida durante a sua produção primária, deve ser reciclada. Nos processos de reciclagem em que a fusão da sucata é feita sob cobertura salina, durante a operação de fusão no forno rotativo adiciona-se uma certa quantidade de fluxo salino – normalmente uma mistura de cloretos de sódio e potássio – ao forno, com objetivos específicos de: cobrir e, assim, proteger o alumínio da oxidação; promover o coalescimento das gotas de metal ‘entranhadas’ no óxido, devolvendo-as ao banho; e, absorver e assim proteger o metal da contaminação com partículas de óxido. A fração de alumínio metálico ‘entranhado’ mecanicamente na borra constitui uma parcela economicamente muito importante e, por isso, diferentes tratamentos foram idealizados para se promover a sua recuperação. O sal também pode ser recuperado para ser reciclado ao processo; a forma mais simples de recuperá-lo é fazer a lixiviação da borra com água e, depois, cristalizá-lo a partir da solução aquosa. O resíduo sólido, insolúvel, leva ainda alumínio metálico e sal, no entanto, deve ser dada uma destinação, com a finalidade de pelo menos, se evitar a estocagem de resíduos sólidos – um passivo que ainda não está solucionado pelas futuras gerações. O presente trabalho trata de aspectos fundamentais da lixiviação da borra salina e traz resultados experimentais de caracterização mineralógica do resíduo sólido insolúvel. Tanto o resíduo obtido da fração contendo elevado teor de sal quanto o resíduo obtido da fração pobre de sal – reflexo do modo como são operados os fornos rotativos – e retirado da panela que durante a fusão de uma parte da sucata – foram analisados por meio de difração de raios-X, tendo-se em vista a ampliação dos conhecimentos fundamentais e uma futura utilização comum em outros processos industriais.

 

A sucata de alumínio, por conter uma quantidade elevada de energia ‘nobre’ (eletricidade) por unidade de massa, dispendida durante a sua produção primária, deve ser reciclada. Nos processos de reciclagem em que a fusão da sucata é feita sob cobertura salina, durante a operação de fusão no forno rotativo adiciona-se uma certa quantidade de fluxo salino – normalmente uma mistura de cloretos de sódio e potássio – ao forno, com objetivos específicos de: cobrir e, assim, proteger o alumínio da oxidação; promover o coalescimento das gotas de metal ‘entranhadas’ no óxido, devolvendo-as ao banho; e, absorver e assim proteger o metal da contaminação com partículas de óxido. A fração de alumínio metálico ‘entranhado’ mecanicamente na borra constitui uma parcela economicamente muito importante e, por isso, diferentes tratamentos foram idealizados para se promover a sua recuperação. O sal também pode ser recuperado para ser reciclado ao processo; a forma mais simples de recuperá-lo é fazer a lixiviação da borra com água e, depois, cristalizá-lo a partir da solução aquosa. O resíduo sólido, insolúvel, leva ainda alumínio metálico e sal, no entanto, deve ser dada uma destinação, com a finalidade de pelo menos, se evitar a estocagem de resíduos sólidos – um passivo que ainda não está solucionado pelas futuras gerações. O presente trabalho trata de aspectos fundamentais da lixiviação da borra salina e traz resultados experimentais de caracterização mineralógica do resíduo sólido insolúvel. Tanto o resíduo obtido da fração contendo elevado teor de sal quanto o resíduo obtido da fração pobre de sal – reflexo do modo como são operados os fornos rotativos – e retirado da panela que durante a fusão de uma parte da sucata – foram analisados por meio de difração de raios-X, tendo-se em vista a ampliação dos conhecimentos fundamentais e uma futura utilização comum em outros processos industriais.

Keywords

reciclagem de alumínio, borra salina, mineralogia

reciclagem de alumínio, borra salina, mineralogia

How to cite

Heck, Nestor Cezar; Jr., Moacir Índio da Costa. CARACTERIZAÇÃO MINERALÓGICA DO RESÍDUO INSOLÚVEL GERADO NA RECICLAGEM DO ALUMÍNIO, p. 924-933. In: 54th Congresso anual, São Paulo, Brasil, 1999.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00622