Powered by Blucher Proceedings

Proceedings of the Ironmaking, Iron Ore and Agglomeration Seminars


ISSN 2594-357X

Title

Como Aumentar a Produção de Ferro Gusa ao Longo da EFC: Problemas e Soluções

Como Aumentar a Produção de Ferro Gusa ao Longo da EFC: Problemas e Soluções

Authorship

DOI

10.5151/2594-357x-36Red-v1- 101-109

Downloads

0 Downloads

Abstract

Na década de 1980 teve início ao longo da EFC Estrada de Ferro Carajás a implantação de usinas produtoras de ferro gusa, calcadas em dois insumos básicos: o minério de ferro granulado de Carajás, recebido via EFC, e o carvão vegetal da região, produzido com sobras das serrarias e a partir da madeira do desmatamento agrícola. Até então, tanto as sobras como a madeira eram simplesmente queimadas. Foram instalados pólos guseiros em diversas áreas ao longo da EFC, cuja produção é basicamente destinada à exportação, passando assim a gerar divisas para o país, via exportação de um produto que agrega valor ao minério de ferro. O aumento da produção de gusa ao longo da EFC enfrenta hoje duas dificuldades principais, para as quais o presente trabalho apresenta soluções. É fato conhecido que o excelente minério da Mina de Carajás, é basicamente constituído de “sinter feed”, com pequena proporção de minério granulado; a indústria guseira já está informada de que o volume de minério granulado hoje fornecido não poderá ser aumentado. Solução: a produção de sinter, mediante a instalação de unidades de mini sinterização junto aos altos-fornos, fornecendo-lhes o sinter nas quantidades e com a qualidade demandadas. Realmente não há nenhuma limitação ao suprimento de finos de minério ou “sinter feed”. Há escassez de carvão vegetal, pois a demanda pelo mesmo já superou a oferta proveniente das duas fontes acima apontadas. Solução: a produção de coque, em coquerias tipo NRCP (non recovery) ou HRCP (heat recovery), de baixo impacto ambiental, tomando como modelo o que está implantado em Goa/Índia, onde dois mini altos-fornos, projetados no Brasil, operam com coque produzido numa coqueria adjacente, com capacidade de 280.000 t/ano de coque.

 

Na década de 1980 teve início ao longo da EFC Estrada de Ferro Carajás a implantação de usinas produtoras de ferro gusa, calcadas em dois insumos básicos: o minério de ferro granulado de Carajás, recebido via EFC, e o carvão vegetal da região, produzido com sobras das serrarias e a partir da madeira do desmatamento agrícola. Até então, tanto as sobras como a madeira eram simplesmente queimadas. Foram instalados pólos guseiros em diversas áreas ao longo da EFC, cuja produção é basicamente destinada à exportação, passando assim a gerar divisas para o país, via exportação de um produto que agrega valor ao minério de ferro. O aumento da produção de gusa ao longo da EFC enfrenta hoje duas dificuldades principais, para as quais o presente trabalho apresenta soluções. É fato conhecido que o excelente minério da Mina de Carajás, é basicamente constituído de “sinter feed”, com pequena proporção de minério granulado; a indústria guseira já está informada de que o volume de minério granulado hoje fornecido não poderá ser aumentado. Solução: a produção de sinter, mediante a instalação de unidades de mini sinterização junto aos altos-fornos, fornecendo-lhes o sinter nas quantidades e com a qualidade demandadas. Realmente não há nenhuma limitação ao suprimento de finos de minério ou “sinter feed”. Há escassez de carvão vegetal, pois a demanda pelo mesmo já superou a oferta proveniente das duas fontes acima apontadas. Solução: a produção de coque, em coquerias tipo NRCP (non recovery) ou HRCP (heat recovery), de baixo impacto ambiental, tomando como modelo o que está implantado em Goa/Índia, onde dois mini altos-fornos, projetados no Brasil, operam com coque produzido numa coqueria adjacente, com capacidade de 280.000 t/ano de coque.

Keywords

Sinter, Coque, Mini coqueria.

Sinter, Coque, Mini coqueria.

How to cite

Scherer, Sergio W. Garcia; Pfeifer, Henrique Carlos; Chat, Harskraj K; Nair, H P U K. Como Aumentar a Produção de Ferro Gusa ao Longo da EFC: Problemas e Soluções, p. 101-109. In: 36º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas, São Paulo, Brasil, 2006.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-36Red-v1- 101-109