ISSN 2594-357X
7º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro — Vol. 01 , num. 7 (2006)
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Abstract
Os pacotes itabiríticos do Complexo Pico mostram características mineralógicas, químicas e granulométricas diferentes dos corpos hematíticos presentes. Com a necessidade crescente de beneficiar estes itabiritos, surge também a necessidade de avaliar métodos de concentração alternativos àqueles praticados pela MBR. O objetivo desta análise é traçar um comparativo entre métodos gravíticos e magnéticos para a concentração da fração -1 mm + 0,15 mm. Para esta pesquisa foram estudadas diferentes amostras de itabiritos, que foram submetidas a testes de bancada aplicando moagem e separação magnética e testes pilotos utilizando espirais e separação magnética. Mineralogicamente, as amostras foram submetidas à microscopia ótica, através das seguintes técnicas: quantificação do grau de hidratação (percentual de goethita/limonita), porcentagem de magnetita e tamanho das partículas de quartzo presentes, semiquantificação e qualificação de poros primários e secundários e ensaios de porosimetria, utilizando porosimetria de mercúrio e nitrogênio, para determinação de porosidade e microporosidade, respectivamente. Os resultados dos testes mostraram que a separação magnética teve melhor desempenho do que o método gravítico, fato esse refletido pelo aumento de recuperação de ferro e melhora na seletividade do sistema. Alguns fatores contribuíram para estes resultados foram: grau de hidratação (o percentual de goethita/limonita faz com que haja diminuição na densidade), tamanho das partículas de quartzo (há uma distribuição preferencial desse silicato na fração -0,3 +0,15 mm), porosidade e microporosidade (quando os percentuais de poros e microporos mostram-se elevados ocorre diminuição na densidade) e presença de magnetita relíquia (favorece a separação magnética).
Os pacotes itabiríticos do Complexo Pico mostram características mineralógicas, químicas e granulométricas diferentes dos corpos hematíticos presentes. Com a necessidade crescente de beneficiar estes itabiritos, surge também a necessidade de avaliar métodos de concentração alternativos àqueles praticados pela MBR. O objetivo desta análise é traçar um comparativo entre métodos gravíticos e magnéticos para a concentração da fração -1 mm + 0,15 mm. Para esta pesquisa foram estudadas diferentes amostras de itabiritos, que foram submetidas a testes de bancada aplicando moagem e separação magnética e testes pilotos utilizando espirais e separação magnética. Mineralogicamente, as amostras foram submetidas à microscopia ótica, através das seguintes técnicas: quantificação do grau de hidratação (percentual de goethita/limonita), porcentagem de magnetita e tamanho das partículas de quartzo presentes, semiquantificação e qualificação de poros primários e secundários e ensaios de porosimetria, utilizando porosimetria de mercúrio e nitrogênio, para determinação de porosidade e microporosidade, respectivamente. Os resultados dos testes mostraram que a separação magnética teve melhor desempenho do que o método gravítico, fato esse refletido pelo aumento de recuperação de ferro e melhora na seletividade do sistema. Alguns fatores contribuíram para estes resultados foram: grau de hidratação (o percentual de goethita/limonita faz com que haja diminuição na densidade), tamanho das partículas de quartzo (há uma distribuição preferencial desse silicato na fração -0,3 +0,15 mm), porosidade e microporosidade (quando os percentuais de poros e microporos mostram-se elevados ocorre diminuição na densidade) e presença de magnetita relíquia (favorece a separação magnética).
Keywords
Separação magnética, Concentração gravítica, Minério de ferro.
Separação magnética, Concentração gravítica, Minério de ferro.
How to cite
Silva, Ronney Rogério Rodrigues; Zapparoli, Adriana de Cássia; Borges, Aloisio Antônio Melo; Porfiro, Delciane.
Comparação entre concentração magnética e gravítica para minério de ferro na fração -1 mm + 0,15 mm,
p. 582-591.
In: 7º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro,
São Paulo - SP, Brasil,
2006.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-7MinFe-v1- 582-591