ISSN 2594-5300
30º Seminário de Aciaria — Vol. 01 , num. 30 (1999)
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Com o advento do lingotamento contínuo na década de 70, o papel desempenhado pelo distribuidor no processo de fabricação de aço vem ganhando maior importância no decorrer destas últimas três décadas. Hoje este equipamento já é considerado um reator metalúrgico, onde uma parte do refino do aço líquido pode ser realizado com segurança e qualidade. Com isto, a indústria de refratários teve que se antecipar a esta transformação, e desenvolver novos produtos que melhor atendessem as exigências do processo. Muitos foram os produtos que foram utilizados como revestimento de trabalho nos distribuidores. Desde as placas frias produzidas com base na sílica, até revestimentos mais elaborados, com predominância do óxido de magnésio. Atualmente, a maioria das aciarias no Brasil e no exterior usam como cobertura ao permanente, uma massa conhecida como revestimento de trabalho. Sua função é proteger o refratário do permanente quanto ao seu desgaste prematuro e evitar a contaminação do aço por inclusões não metálicas. Tem como material de base o MgO ou o sistema MgO-CaO. Este tipo de revestimento garante uma melhor qualidade final do aço produzido via lingotamento contínuo. A exigência do processo e a necessidade de se produzirem aços de maior pureza, levaram as empresas fabricantes de refratário a substituírem as placas frias ligadas à resina por massas aplicadas a úmido por colher, numa primeira etapa, e posteriormente por projeção tipo spray, onde se faz necessária uma prévia secagem do revestimento do distribuidor, antes de sua entrada em operação. Também foram desenvolvidas para a mesma aplicação, porém com utilização em menor proporção, massas de cobertura aplicadas à seco com auxílio de formas metálicas, que após um aquecimento à cerca de 200ºC, as formas são retiradas deixando um revestimento monolítico resistente e isento de umidade, em condições de se iniciar o lingotamento. O presente trabalho discute as razões de escolha e uso de cada tipo de material, seco ou úmido, e analisa de forma comparativa suas vantagens e desvantagens quanto a aplicação e o layout da área necessária para acomodar os equipamentos de aplicação. Serão discutidos também dados sobre a pré-secagem e o pré-aquecimento, além de se avaliar o custo envolvido no processo para cada tipo de material de cobertura.
Com o advento do lingotamento contínuo na década de 70, o papel desempenhado pelo distribuidor no processo de fabricação de aço vem ganhando maior importância no decorrer destas últimas três décadas. Hoje este equipamento já é considerado um reator metalúrgico, onde uma parte do refino do aço líquido pode ser realizado com segurança e qualidade. Com isto, a indústria de refratários teve que se antecipar a esta transformação, e desenvolver novos produtos que melhor atendessem as exigências do processo. Muitos foram os produtos que foram utilizados como revestimento de trabalho nos distribuidores. Desde as placas frias produzidas com base na sílica, até revestimentos mais elaborados, com predominância do óxido de magnésio. Atualmente, a maioria das aciarias no Brasil e no exterior usam como cobertura ao permanente, uma massa conhecida como revestimento de trabalho. Sua função é proteger o refratário do permanente quanto ao seu desgaste prematuro e evitar a contaminação do aço por inclusões não metálicas. Tem como material de base o MgO ou o sistema MgO-CaO. Este tipo de revestimento garante uma melhor qualidade final do aço produzido via lingotamento contínuo. A exigência do processo e a necessidade de se produzirem aços de maior pureza, levaram as empresas fabricantes de refratário a substituírem as placas frias ligadas à resina por massas aplicadas a úmido por colher, numa primeira etapa, e posteriormente por projeção tipo spray, onde se faz necessária uma prévia secagem do revestimento do distribuidor, antes de sua entrada em operação. Também foram desenvolvidas para a mesma aplicação, porém com utilização em menor proporção, massas de cobertura aplicadas à seco com auxílio de formas metálicas, que após um aquecimento à cerca de 200ºC, as formas são retiradas deixando um revestimento monolítico resistente e isento de umidade, em condições de se iniciar o lingotamento. O presente trabalho discute as razões de escolha e uso de cada tipo de material, seco ou úmido, e analisa de forma comparativa suas vantagens e desvantagens quanto a aplicação e o layout da área necessária para acomodar os equipamentos de aplicação. Serão discutidos também dados sobre a pré-secagem e o pré-aquecimento, além de se avaliar o custo envolvido no processo para cada tipo de material de cobertura.
Keywords
Distribuidor, Massa de Cobertura, Massa Seca, Lingotamento Contínuo, Refratários
Distribuidor, Massa de Cobertura, Massa Seca, Lingotamento Contínuo, Refratários
How to cite
Carvalho, Elcio A. R. de; Barrios, Santiago R..
CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS SOBRE MASSAS DE TRABALHO PARA DISTRIBUIDORES DO LINGOTAMENTO CONTÍNUO,
p. 259-272.
In: 30º Seminário de Aciaria,
São Paulo, Brasil,
1999.
ISSN: 2594-5300, DOI 10.5151/2594-5300-30Aciaria-259-272