ISSN 2594-357X
30º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas — Vol. 01 , num. 30 (1999)
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Abstract
As dioxinas são substâncias raramente formadas na natureza, sendo geradas em processos de combustão, sempre em pequenas concentrações, além de também serem contaminantes de diversos produtos de síntese. A exposição às dioxinas ocorre principalmente por meio da ingestão de alimentos. A população dos países industrializados é exposta a elas cotidianamente. Os riscos ligados às substâncias químicas ultrapassam as fronteiras geográficas e políticas. Pesados os benefícios e os problemas causados por diversos produtos químicos, vários deles foram classificados pelas Nações Unidas como “Poluentes Orgânicos Persistentes” e encontram-se em processo de controle, banimento e eliminação. As dioxinas foram incluídas nessa lista. Existem muitos estudos e especulações sobre as origens das dioxinas, seus mecanismos de formação, riscos para a saúde a curto e a longo prazo para a população em geral, assim como sobre o seu controle no meio ambiente. As principais fontes conhecidas de dioxinas são os incineradores de lixo. Certas indústrias também contribuem de maneira notável: papel e celulose, metalurgia de não ferrosos (principalmente cobre) e siderurgia. Outras fontes citadas frequentemente são a indústria cimenteira, o uso industrial e doméstico de carvão e derivados de petróleo, o tráfego de veículos, o uso doméstico de lenha e as queimadas de florestas. A aglomeração de minérios de ferro é a principal fonte de dioxinas na siderurgia. Essas emissões seriam devidas principalmente à presença de cloro na moinha de coque. Existem evidências de um mecanismo geral de formação de dioxinas no processo de sinterização de minérios de ferro. A análise química das dioxinas em níveis ultra-reduzidos requer equipamentos extremamente avançados, sendo extremamente onerosa, além de exigir proficiência na amostragem e na análise.
As dioxinas são substâncias raramente formadas na natureza, sendo geradas em processos de combustão, sempre em pequenas concentrações, além de também serem contaminantes de diversos produtos de síntese. A exposição às dioxinas ocorre principalmente por meio da ingestão de alimentos. A população dos países industrializados é exposta a elas cotidianamente. Os riscos ligados às substâncias químicas ultrapassam as fronteiras geográficas e políticas. Pesados os benefícios e os problemas causados por diversos produtos químicos, vários deles foram classificados pelas Nações Unidas como “Poluentes Orgânicos Persistentes” e encontram-se em processo de controle, banimento e eliminação. As dioxinas foram incluídas nessa lista. Existem muitos estudos e especulações sobre as origens das dioxinas, seus mecanismos de formação, riscos para a saúde a curto e a longo prazo para a população em geral, assim como sobre o seu controle no meio ambiente. As principais fontes conhecidas de dioxinas são os incineradores de lixo. Certas indústrias também contribuem de maneira notável: papel e celulose, metalurgia de não ferrosos (principalmente cobre) e siderurgia. Outras fontes citadas frequentemente são a indústria cimenteira, o uso industrial e doméstico de carvão e derivados de petróleo, o tráfego de veículos, o uso doméstico de lenha e as queimadas de florestas. A aglomeração de minérios de ferro é a principal fonte de dioxinas na siderurgia. Essas emissões seriam devidas principalmente à presença de cloro na moinha de coque. Existem evidências de um mecanismo geral de formação de dioxinas no processo de sinterização de minérios de ferro. A análise química das dioxinas em níveis ultra-reduzidos requer equipamentos extremamente avançados, sendo extremamente onerosa, além de exigir proficiência na amostragem e na análise.
Keywords
compostos organo-clorados, dioxinas, meio ambiente
compostos organo-clorados, dioxinas, meio ambiente
How to cite
Pereira, Eduardo Alberto da Costa.
DIOXINAS E SUAS IMPLICAÇÕES NA ÁREA DE REDUÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO,
p. 345-384.
In: 30º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas,
None,
1999.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-30Red-345-384