ISSN 2594-357X
31º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas — Vol. 01 , num. 31 (2000)
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Abstract
A Vallourec & Mannesmann Tubes (V&M do Brasil) tem, como parte integrante da sua linha de produção, de um lado, dois Altos Fornos com uma capacidade total instalada de 1700 t/dia de gusa e, de outro lado, uma Aciaria com uma Máquina de Lingotamento Contínuo projetada para uma capacidade de 50.000 t/mês. Com a linha de produção assim dimensionada, qualquer parada programada (manutenção preventiva, troca de vaso de LD, troca de bitola do LC) ou não programada (acidental), obrigava a estocagem do gusa produzido nos Altos Fornos dentro dos carros torpedo. Nas paradas mais longas da Aciaria, o gusa estocado precisava ser descartado no chão, seja por baixa temperatura, seja por necessidade de melhor esgotamento do cadinho dos Altos Fornos, chegando a provocar, eventualmente, desligamentos ou redução de marcha dos mesmos. Estes desligamentos afetavam diretamente a produtividade dos Altos Fornos, contribuindo para um maior consumo de redutor e uma menor campanha dos mesmos. Para contornar esta dificuldade de compatibilização da regularidade de marcha dos Altos Fornos – processo de natureza contínua – com a regularidade de consumo de gusa pela Aciaria (processo descontínuo), decidiu-se pela aquisição de uma máquina de embarrar gusa. Este trabalho mostra uma síntese das dificuldades operacionais dos Altos Fornos da V&M do Brasil antes da instalação do Embarrador de Gusa, a estratégia utilizada na decisão para implementação do investimento e os benefícios obtidos após sua implantação em outubro/99. São apresentadas também, as características técnicas do Embarrador de Gusa e os custos operacionais durante o primeiro ano de operação.
A Vallourec & Mannesmann Tubes (V&M do Brasil) tem, como parte integrante da sua linha de produção, de um lado, dois Altos Fornos com uma capacidade total instalada de 1700 t/dia de gusa e, de outro lado, uma Aciaria com uma Máquina de Lingotamento Contínuo projetada para uma capacidade de 50.000 t/mês. Com a linha de produção assim dimensionada, qualquer parada programada (manutenção preventiva, troca de vaso de LD, troca de bitola do LC) ou não programada (acidental), obrigava a estocagem do gusa produzido nos Altos Fornos dentro dos carros torpedo. Nas paradas mais longas da Aciaria, o gusa estocado precisava ser descartado no chão, seja por baixa temperatura, seja por necessidade de melhor esgotamento do cadinho dos Altos Fornos, chegando a provocar, eventualmente, desligamentos ou redução de marcha dos mesmos. Estes desligamentos afetavam diretamente a produtividade dos Altos Fornos, contribuindo para um maior consumo de redutor e uma menor campanha dos mesmos. Para contornar esta dificuldade de compatibilização da regularidade de marcha dos Altos Fornos – processo de natureza contínua – com a regularidade de consumo de gusa pela Aciaria (processo descontínuo), decidiu-se pela aquisição de uma máquina de embarrar gusa. Este trabalho mostra uma síntese das dificuldades operacionais dos Altos Fornos da V&M do Brasil antes da instalação do Embarrador de Gusa, a estratégia utilizada na decisão para implementação do investimento e os benefícios obtidos após sua implantação em outubro/99. São apresentadas também, as características técnicas do Embarrador de Gusa e os custos operacionais durante o primeiro ano de operação.
Keywords
embarramento de gusa, redução de custos, benefícios com a implantação
embarramento de gusa, redução de custos, benefícios com a implantação
How to cite
Borges, Augusto Rodrigues; Gonçalves, Paulo Miranda; Carvalho, Juarez de Souza.
EMBARRADOR DE GUSA DA V&M TUBES – Estratégia, Implantação e Primeiros Resultados,
p. 355-368.
In: 31º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas,
None,
2000.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-31Red-v1-355-368