ISSN 2594-5327
58th Congresso anual — Vol. 58 , num. 1 (2003)
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Abstract
O Brasil produziu em 1999 20,2 Mt de aço bruto, 6,6 Mt de escória de alto-forno (escória AF) e 2,5 Mt de escória de aciaria a oxigênio (escória BOF), correspondente a 330 kg de escória AF e 125 kg de escória BOF por tonelada de aço bruto. A escória AF tem sido largamente utilizada como agregado, aditivo ou matéria-prima para clínquer de cimento Portland. Quase 95% da escória AF brasileira é utilizada nesta aplicação. Por outro lado, 69% da escória BOF brasileira (1,7 Mt por ano) são utilizadas em aplicações não-estruturais da construção civil (como lastro ferroviário ou como sub-base de pavimentação). Os altos teores de CaO e MgO livres e de fósforo fazem com que as quantidades remanescentes de escória BOF (800.000 t por ano) sejam consideradas como um resíduo metalúrgico. Trabalhos anteriores mostraram que o tratamento pirometalúrgico de escórias BOF permite a obtenção de escórias estáveis volumetricamente além de permitir um rendimento de recuperação de ferro superior a 90% e de manganês superior a 50%. Algumas vezes, os envelhecimentos natural ou forçado destas escórias são utilizados para estabilizá-las. O principal problema desta rota é avaliar quanto envelhecimento é necessário para garantir-se uma boa estabilização, normalmente relacionada aos teores de CaO e MgO livres. Além disso, é interessante avaliar-se o efeito da utilização de adições de escórias BOF a misturas para fabricação de cimento a fim de se maximizar os ganhos energéticos e as fases desejadas após a clinquerização. Este trabalho apresenta uma avaliação da utilização de escórias BOF para a fabricação de cimento e para pavimentação através de um programa comercial de modelação termodinâmica computacional.
O Brasil produziu em 1999 20,2 Mt de aço bruto, 6,6 Mt de escória de alto-forno (escória AF) e 2,5 Mt de escória de aciaria a oxigênio (escória BOF), correspondente a 330 kg de escória AF e 125 kg de escória BOF por tonelada de aço bruto. A escória AF tem sido largamente utilizada como agregado, aditivo ou matéria-prima para clínquer de cimento Portland. Quase 95% da escória AF brasileira é utilizada nesta aplicação. Por outro lado, 69% da escória BOF brasileira (1,7 Mt por ano) são utilizadas em aplicações não-estruturais da construção civil (como lastro ferroviário ou como sub-base de pavimentação). Os altos teores de CaO e MgO livres e de fósforo fazem com que as quantidades remanescentes de escória BOF (800.000 t por ano) sejam consideradas como um resíduo metalúrgico. Trabalhos anteriores mostraram que o tratamento pirometalúrgico de escórias BOF permite a obtenção de escórias estáveis volumetricamente além de permitir um rendimento de recuperação de ferro superior a 90% e de manganês superior a 50%. Algumas vezes, os envelhecimentos natural ou forçado destas escórias são utilizados para estabilizá-las. O principal problema desta rota é avaliar quanto envelhecimento é necessário para garantir-se uma boa estabilização, normalmente relacionada aos teores de CaO e MgO livres. Além disso, é interessante avaliar-se o efeito da utilização de adições de escórias BOF a misturas para fabricação de cimento a fim de se maximizar os ganhos energéticos e as fases desejadas após a clinquerização. Este trabalho apresenta uma avaliação da utilização de escórias BOF para a fabricação de cimento e para pavimentação através de um programa comercial de modelação termodinâmica computacional.
Keywords
escória de aciaria, reciclagem, termodinâmica computacional, Thermocalc
escória de aciaria, reciclagem, termodinâmica computacional, Thermocalc
How to cite
Tosetti, João Pedro; Neto, Flávio Beneduce; Neto, João Batista Ferreira; Takano, Cyro; Silva, André L.V. Costa e.
ESTUDO COMPUTACIONAL DA REUTILIZAÇÃO DE ESCÓRIAS DE ACIARIA,
p. 3262-3272.
In: 58th Congresso anual,
Rio de Janeiro, Brasil,
2003.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-3089